FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo masculino, 39 anos de idade, está com Doença de Crohn em atividade, foi internado e segue em tratamento clínico. Surgiram 3 fístulas perianais e intensa inflamação local com úlceras, porém sem interrupção evacuatória. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA que apresenta a conduta imediata.
Fístulas perianais em Crohn sem interrupção evacuatória → manejo clínico e higiene.
Fístulas perianais em Doença de Crohn, especialmente sem sinais de sepse ou obstrução, são inicialmente manejadas clinicamente com otimização do tratamento da doença de base e cuidados locais para controle da inflamação.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, mas frequentemente envolve a região perianal, manifestando-se como fístulas, abscessos, fissuras e úlceras. As fístulas perianais são uma complicação comum e desafiadora, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O manejo das fístulas perianais na Doença de Crohn é complexo e deve ser individualizado. Em casos de fístulas simples ou complexas sem sinais de sepse aguda, obstrução ou interrupção evacuatória, a conduta inicial é predominantemente clínica. Isso envolve a intensificação do tratamento da doença de Crohn subjacente (com imunossupressores, agentes biológicos como anti-TNF), uso de antibióticos para controle da infecção e, crucialmente, cuidados higiênicos locais rigorosos. A cirurgia, como colostomia ou fistulectomia, é geralmente reservada para casos de fístulas refratárias ao tratamento clínico, com abscesso drenável, ou quando há falha na cicatrização. A colostomia, em particular, é uma medida mais radical, utilizada em situações de doença perianal muito grave e refratária, ou para desviar o trânsito fecal em casos de sepse perianal grave, o que não é o cenário descrito na questão. Portanto, a manutenção do tratamento clínico e os cuidados higiênicos são a conduta imediata mais apropriada.
A abordagem inicial para fístulas perianais em Doença de Crohn, especialmente sem sinais de sepse ou obstrução, é clínica, focando na otimização do tratamento da doença de base e cuidados higiênicos locais.
A cirurgia é geralmente reservada para casos de fístulas perianais complexas, refratárias ao tratamento clínico, com abscesso associado, ou quando há falha do tratamento conservador.
Os principais objetivos são reduzir a inflamação local, promover a cicatrização das fístulas, controlar a dor e prevenir complicações como abscessos, através de imunossupressores, biológicos e antibióticos.
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