CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2020
A Doença de Crohn (DC) é uma doença intestinal inflamatória que a Radiografia de trânsito de delgado, ou tomografia computadorizada enteral (TC enteral) ou ressonância magnética enteral (RM enteral) podem ser indicadas, se disponíveis. Fundamentando seu uso no item:
Imagem do delgado em Crohn → essencial para extensão, atividade e planejamento terapêutico/seguimento.
A avaliação da extensão e do comprometimento do intestino delgado na Doença de Crohn é crucial, pois define a gravidade, orienta a escolha da terapia (clínica ou cirúrgica) e determina a frequência e o tipo de monitoramento no seguimento do paciente.
A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, mas com predileção pelo intestino delgado e cólon. O diagnóstico e a avaliação da extensão da doença são complexos e exigem uma combinação de dados clínicos, laboratoriais, endoscópicos e de imagem. A escolha da modalidade de imagem é crucial para um manejo eficaz. A radiografia de trânsito de delgado, a tomografia computadorizada (TC) enteral e a ressonância magnética (RM) enteral são ferramentas valiosas para avaliar o intestino delgado, uma área de difícil acesso pela endoscopia convencional. Essas técnicas permitem visualizar a parede intestinal, identificar estenoses, fístulas, abscessos e avaliar a atividade inflamatória, fornecendo informações essenciais sobre a extensão transmural e extraluminal da doença. A avaliação precisa da extensão da doença, especialmente o comprometimento do intestino delgado proximal, é de suma importância. Essa informação não só influencia diretamente a escolha da conduta terapêutica (seja ela medicamentosa, nutricional ou cirúrgica), mas também é fundamental para o planejamento do seguimento do paciente, monitorando a resposta ao tratamento e identificando precocemente complicações. A RM enteral é particularmente útil para o seguimento devido à ausência de radiação ionizante.
Os achados incluem espessamento da parede intestinal, realce mucoso, edema, úlceras, estenoses, fístulas, abscessos e o sinal do 'pente' (engurgitamento dos vasos mesentéricos), indicando inflamação ativa.
Ambas são excelentes para avaliar o intestino delgado. A TC enteral é mais rápida e amplamente disponível, enquanto a RM enteral evita radiação ionizante, sendo preferível em pacientes jovens e para seguimento a longo prazo, especialmente com múltiplos exames.
O comprometimento do intestino delgado proximal pode levar a má absorção de nutrientes, dor abdominal e obstrução. Sua identificação precoce e precisa influencia diretamente a escolha de terapias específicas e a necessidade de intervenção nutricional ou cirúrgica.
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