UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar, em uma paciente com doença de Crohn, que é uma contraindicação para a estenoplastia:
Estenoplastia em Crohn: contraindicada para múltiplas estenoses curtas ou doença ativa/fistulizante.
A estenoplastia é uma técnica cirúrgica conservadora para estenoses na Doença de Crohn. No entanto, sua indicação é restrita a estenoses curtas e isoladas, sendo contraindicada em casos de múltiplas estenoses em segmento curto, doença ativa grave, fístulas ou displasia.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Uma das complicações mais comuns é a formação de estenoses, que podem levar à obstrução intestinal e necessitar de intervenção cirúrgica. A estenoplastia é uma técnica cirúrgica que visa preservar o comprimento do intestino, alargando a estenose sem ressecção, sendo uma opção valiosa para evitar a síndrome do intestino curto em pacientes com doença de Crohn. No entanto, a estenoplastia possui indicações e contraindicações bem definidas. É ideal para estenoses curtas (<5-10 cm), isoladas e sem inflamação ativa significativa ou fistulização. As contraindicações incluem estenoses múltiplas e próximas em um segmento curto, estenoses longas, doença fistulizante ou perfurante associada, inflamação ativa grave no local da estenose e suspeita de displasia ou malignidade. Nesses casos, a ressecção intestinal pode ser a opção mais segura e eficaz. A decisão entre estenoplastia e ressecção deve ser individualizada, considerando a extensão e localização da doença, o número e características das estenoses, a presença de complicações (fístulas, abscessos) e o histórico de cirurgias prévias. O uso de terapias biológicas, como o infliximabe, pode ajudar a controlar a inflamação, mas não é uma contraindicação direta para a estenoplastia, embora a doença ativa grave seja.
Estenoplastia é um procedimento cirúrgico conservador que visa alargar uma estenose intestinal sem ressecar o segmento afetado, preservando assim o comprimento do intestino e prevenindo a síndrome do intestino curto.
As principais contraindicações incluem múltiplas estenoses em um segmento curto, estenoses longas (>10-15 cm), doença ativa grave no segmento estenótico, presença de fístulas ou abscessos, e displasia ou câncer no local da estenose.
A estenoplastia é preferível para evitar a síndrome do intestino curto, uma complicação grave de ressecções intestinais repetidas, especialmente em pacientes com múltiplas estenoses ou doença extensa.
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