Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
Uma mulher de 29 anos deu entrada no Pronto-socorro com quadro clínico de dor abdominal, diarreia a perda ponderal importante com cerca de 3 meses de evolução. Com base no quadro clínico apresentado, a MELHOR hipótese diagnóstica é:
Dor abdominal + diarreia crônica + perda ponderal em jovem = suspeitar Doença de Crohn.
A tríade de dor abdominal crônica, diarreia e perda ponderal em um paciente jovem é altamente sugestiva de Doença de Crohn, uma doença inflamatória intestinal que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal (DII) crônica e idiopática que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, embora seja mais comum no íleo terminal e cólon. Sua epidemiologia mostra um pico de incidência em adultos jovens, entre 20 e 30 anos. A importância clínica reside na sua natureza crônica, progressiva e na capacidade de causar complicações graves se não for diagnosticada e tratada precocemente. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada em indivíduos geneticamente predispostos, levando à inflamação transmural e segmentar do intestino. O quadro clínico clássico inclui dor abdominal crônica (geralmente em cólica), diarreia (muitas vezes sem sangue macroscópico), e sintomas sistêmicos como perda ponderal, fadiga e febre. A perda ponderal é um sinal de má absorção e inflamação sistêmica. O tratamento visa induzir e manter a remissão, controlar os sintomas e prevenir complicações. Inclui medicamentos como corticosteroides, imunomoduladores e agentes biológicos. O prognóstico varia, mas o diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar a qualidade de vida e evitar cirurgias.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal crônica (frequentemente em cólica), diarreia (que pode ser sanguinolenta ou não), perda ponderal inexplicada, fadiga e, em alguns casos, febre. Manifestações extraintestinais também podem ocorrer.
A Doença de Crohn geralmente apresenta inflamação objetiva, perda ponderal e alterações laboratoriais (ex: PCR elevada), enquanto a Síndrome do Cólon Irritável é uma doença funcional sem inflamação ou perda de peso significativa, e sem alterações estruturais no intestino.
Exames incluem exames de sangue (PCR, VHS, hemograma), exames de fezes (calprotectina fecal), endoscopia com biópsias (colonoscopia e EDA), e exames de imagem como enterografia por ressonância magnética ou tomografia computadorizada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo