ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma escolar de 8 anos em tratamento de doença de Crohn há 2 anos apresenta recaída com dor abdominal e emagrecimento sem resposta adequada às atuais medicações. Sente-se cansada, enfraquecida, sonolenta e sem motivação; relata ainda não conseguir prestar atenção no que estuda. Considerando esses últimos sintomas, é correto afirmar que:
Fadiga e sintomas depressivos são comuns na DII → atividade física melhora qualidade de vida e sintomas.
Pacientes com Doença de Crohn em recaída frequentemente apresentam sintomas psicossociais e fadiga; o manejo deve incluir suporte emocional e incentivo à atividade física.
A Doença de Crohn é uma condição inflamatória transmural que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. Em pediatria, o impacto no crescimento e no desenvolvimento psicossocial é uma preocupação central. A fadiga é um dos sintomas mais persistentes e debilitantes relatados pelos pacientes, muitas vezes não correlacionando diretamente com a gravidade da inflamação endoscópica. O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos. Estratégias de modificação comportamental e suporte psicológico são fundamentais para melhorar a adesão ao tratamento e a resiliência do paciente frente às recaídas, que são inerentes ao curso natural da doença.
Além da dor abdominal e perda de peso, a fadiga crônica, sonolência, falta de motivação e dificuldades de concentração são extremamente comuns. Esses sintomas podem ser decorrentes da própria atividade inflamatória (citocinas pró-inflamatórias afetando o SNC), anemia ferropriva, deficiências nutricionais ou do impacto psicológico de conviver com uma doença crônica e incapacitante.
A prática de atividade física moderada é recomendada e traz benefícios significativos. Ela auxilia na redução da fadiga, melhora o humor através da liberação de endorfinas, ajuda na manutenção da densidade mineral óssea (frequentemente reduzida pelo uso de corticoides) e não está associada à piora da inflamação intestinal, desde que respeitados os limites do paciente durante as crises.
Complicações neurológicas orgânicas (como tromboembolismo ou neuropatias) geralmente apresentam sinais focais ou déficits neurológicos específicos. Sintomas como desmotivação, cansaço e dificuldade de atenção em um contexto de recaída da doença de base são mais sugestivos de manifestações sistêmicas da inflamação e impacto na saúde mental, exigindo uma abordagem biopsicossocial.
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