Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Com relação à Doença de Crohn, os padrões gerais de manifestação no intestino delgado não representam formas realmente distintas da doença. De qualquer forma, na maioriados casos, um desses padrões tende a predominar, determinando a apresentação clínica e influenciando as opções terapêuticas. Destes, o que tem maior chance de responder ao tratamento clínico é o padrão
Doença de Crohn: padrão inflamatório > resposta ao tratamento clínico.
A Doença de Crohn apresenta diferentes fenótipos. O padrão inflamatório, caracterizado por inflamação ativa sem complicações estruturais significativas, é o que melhor responde à terapia medicamentosa, como imunossupressores e biológicos, visando o controle da inflamação.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, com inflamação transmural e segmentar. Sua epidemiologia mostra uma incidência crescente, especialmente em países ocidentais. É uma condição complexa com manifestações clínicas variadas, que impacta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e exige um manejo multidisciplinar. A fisiopatologia envolve uma interação complexa entre fatores genéticos, ambientais e uma resposta imune desregulada da mucosa intestinal. A classificação de Montreal divide a doença em padrões de comportamento: inflamatório (B1), estenosante (B2) e perfurante/fistulizante (B3). O padrão inflamatório é o mais comum no diagnóstico e é caracterizado por inflamação ativa sem complicações estruturais. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia, exames de imagem e marcadores inflamatórios. O tratamento da Doença de Crohn é individualizado e visa induzir e manter a remissão, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. O padrão inflamatório é o que melhor responde ao tratamento clínico, que inclui corticosteroides para indução, imunomoduladores e agentes biológicos para manutenção da remissão. Os padrões estenosante e perfurante, por outro lado, frequentemente requerem intervenção cirúrgica devido a complicações mecânicas ou fístulas complexas que não respondem adequadamente à terapia medicamentosa.
Os principais padrões são o inflamatório (B1), o estenosante (B2) e o perfurante/fistulizante (B3), conforme a classificação de Montreal. O padrão inflamatório predomina no início da doença, mas pode evoluir para os outros.
O padrão inflamatório é caracterizado por inflamação ativa sem danos estruturais irreversíveis, como estenoses fibróticas ou fístulas complexas. Assim, medicamentos que modulam a resposta imune e reduzem a inflamação são mais eficazes.
O tratamento inclui aminosalicilatos (para doença leve), corticosteroides (para indução de remissão), imunomoduladores (azatioprina, mercaptopurina, metotrexato) e agentes biológicos (anti-TNF, anti-integrina, anti-IL-12/23) para manutenção e casos moderados a graves.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo