UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Em relação à doença de Crohn, considere as afirmativas a seguir.I. A artrite é a manifestação extraintestinal mais frequente, ocorrendo em grandes articulações, sem destruição sinovial.II. O envolvimento da cavidade oral caracteriza-se por queda dentária por perda óssea, fissuras em lábios e em dorso de língua levando a episódios de sangramento.III. Quando o acometimento está restrito às porções distais do íleo, o diagnóstico diferencial com colite ulcerativa será estabelecido após teste terapêutico com infliximabe.IV. A enterografia por ressonância magnética de intestino delgado é útil para identificar áreas de estenose com maior acurácia que a enterotomografia.Assinale a alternativa correta.
Doença de Crohn: artrite periférica é comum (grandes articulações, não destrutiva); RM enterografia > TC para estenoses.
A doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal que pode apresentar diversas manifestações extraintestinais, sendo a artrite periférica a mais comum. Para avaliação do intestino delgado, a enterografia por ressonância magnética oferece maior acurácia na detecção de estenoses e atividade inflamatória em comparação com a enterotomografia.
A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal crônica, transmural e segmentar, que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e imunológicos. A DC é caracterizada por períodos de remissão e exacerbação, com sintomas como dor abdominal, diarreia, perda de peso e fadiga. A prevalência tem aumentado globalmente, tornando-a uma condição importante na prática clínica. Além das manifestações gastrointestinais, a Doença de Crohn é frequentemente acompanhada por manifestações extraintestinais, que podem afetar articulações, pele, olhos, fígado e sistema biliar. A artrite periférica é a manifestação extraintestinal mais comum, tipicamente afetando grandes articulações de forma assimétrica e não destrutiva. O diagnóstico da DC baseia-se em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais, endoscópicos com biópsias e exames de imagem. O tratamento da Doença de Crohn é complexo e individualizado, visando o controle da inflamação, alívio dos sintomas, prevenção de complicações e manutenção da remissão. Inclui medicamentos como aminosalicilatos, corticosteroides, imunomoduladores e agentes biológicos (como o infliximabe). A enterografia por ressonância magnética é uma ferramenta diagnóstica crucial para avaliar o intestino delgado, identificar estenoses, fístulas e atividade inflamatória, sendo preferível à enterotomografia devido à ausência de radiação e maior sensibilidade para certas lesões.
As manifestações extraintestinais mais comuns incluem artrite periférica, eritema nodoso, pioderma gangrenoso, uveíte, epiesclerite e colangite esclerosante primária.
A enterografia por RM oferece melhor contraste de tecidos moles, ausência de radiação ionizante e maior acurácia na detecção de inflamação transmural, fístulas e estenoses, sendo superior para avaliação do intestino delgado.
A diferenciação é feita por achados clínicos (Crohn: acometimento segmentar, transmural, qualquer parte do TGI; RCU: acometimento contínuo, superficial, reto e cólon), endoscópicos, histopatológicos e radiológicos.
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