AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Mulher de 30 anos apresenta quadro de dor abdominal tipo cólica, diarreia mucosanguinolenta e perda ponderal significativa com aproximadamente 6 semanas de evolução. Baseando-se apenas no quadro clínico, a melhor hipótese diagnóstica é (assinale a alternativa CORRETA):
Dor abdominal + diarreia mucosanguinolenta + perda ponderal crônica = forte suspeita de Doença de Crohn.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode acometer qualquer parte do trato gastrointestinal. Caracteriza-se por inflamação transmural e sintomas como dor abdominal, diarreia (muitas vezes com sangue e muco) e perda de peso devido à má absorção e inflamação sistêmica, com evolução de semanas.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal (DII) crônica, idiopática, que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Caracteriza-se por inflamação transmural e acometimento segmentar, com áreas de mucosa normal intercaladas com áreas doentes. Sua epidemiologia mostra um pico de incidência bimodal, afetando principalmente adolescentes/adultos jovens e, em menor grau, pacientes na sétima década de vida. É crucial para residentes reconhecer seus sinais para um diagnóstico precoce. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada em indivíduos geneticamente predispostos, desencadeada por fatores ambientais. Clinicamente, manifesta-se com dor abdominal tipo cólica, diarreia crônica (muitas vezes com muco e sangue), perda ponderal significativa, fadiga e, ocasionalmente, febre. O diagnóstico é complexo e envolve endoscopia com biópsias, exames de imagem (enterografia por TC ou RM) e marcadores inflamatórios. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas gastrointestinais crônicos e sistêmicos. O tratamento da Doença de Crohn é individualizado e visa induzir e manter a remissão, aliviar sintomas e prevenir complicações. Inclui medicamentos como aminosalicilatos, corticosteroides, imunomoduladores (azatioprina, metotrexato) e agentes biológicos (anti-TNF, anti-integrinas). Em casos de complicações como estenoses ou fístulas, a intervenção cirúrgica pode ser necessária. O prognóstico varia, mas o manejo adequado é essencial para melhorar a qualidade de vida e evitar progressão da doença.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal tipo cólica, diarreia crônica (frequentemente mucosanguinolenta), perda ponderal, fadiga e, em alguns casos, febre. A evolução é geralmente subaguda ou crônica.
A Doença de Crohn se diferencia pela cronicidade dos sintomas, presença de inflamação transmural e acometimento segmentar do trato gastrointestinal, além de manifestações extraintestinais e perda de peso significativa.
A perda ponderal significativa é um sinal de alerta importante na Doença de Crohn, indicando má absorção, inflamação crônica e aumento do catabolismo. Deve levar à investigação aprofundada para o diagnóstico.
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