ICFER: Diagnóstico da Cardiopatia Isquêmica

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Homem de 63 anos, tabagista há cerca de 35 anos, sabidamente portador de hipertensão arterial e diabetes há cerca de 20 anos, realizou ecocardiograma para investigar um quadro de dispneia progressiva e edema de membros inferiores há cerca de 6 meses. O exame revelou fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 32% e hipocinesia significativa de parede anterior e septo de ventricular esquerdo. A causa mais provável para a cardiopatia deste paciente é:

Alternativas

  1. A) Cor-Pulmonale.
  2. B) Miocardiopatia Hipertensiva.
  3. C) Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
  4. D) Doença Coronariana.

Pérola Clínica

Tabagismo + HAS + DM + ICFER + hipocinesia regional → Doença Coronariana (cardiopatia isquêmica).

Resumo-Chave

Em um paciente com múltiplos fatores de risco cardiovascular (tabagismo, hipertensão, diabetes) e um ecocardiograma mostrando disfunção ventricular esquerda com hipocinesia regional (parede anterior e septo), a causa mais provável para a insuficiência cardíaca é a doença coronariana, resultando em cardiopatia isquêmica.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa, e a identificação de sua etiologia é fundamental para o manejo adequado. Em pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como tabagismo, hipertensão arterial e diabetes mellitus, a doença coronariana é a causa mais prevalente de ICFER. Esses fatores contribuem para o desenvolvimento de aterosclerose, que pode levar à isquemia miocárdica e, eventualmente, ao infarto, resultando em disfunção ventricular. O ecocardiograma é uma ferramenta diagnóstica essencial, pois permite avaliar a fração de ejeção do ventrículo esquerdo e identificar alterações regionais da contratilidade miocárdica, como hipocinesia ou acinesia em territórios específicos (ex: parede anterior e septo). Essas alterações regionais são marcadores fortes de cardiopatia isquêmica, diferenciando-a de outras causas de ICFER que podem apresentar disfunção mais global. O tratamento da ICFER de origem isquêmica envolve não apenas a terapia otimizada para insuficiência cardíaca, mas também o manejo agressivo dos fatores de risco e, quando indicado, a revascularização miocárdica. Residentes devem sempre considerar a doença coronariana como a principal hipótese diagnóstica em pacientes com perfil de risco cardiovascular e disfunção ventricular com alterações regionais no ecocardiograma.

Perguntas Frequentes

Quais fatores de risco aumentam a probabilidade de doença coronariana como causa de ICFER?

Fatores como tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e histórico familiar aumentam significativamente o risco de doença coronariana, que é uma causa comum de ICFER.

Como o ecocardiograma auxilia no diagnóstico da causa da ICFER?

O ecocardiograma revela a fração de ejeção do ventrículo esquerdo e pode identificar alterações regionais de contratilidade (hipocinesia, acinesia), que são altamente sugestivas de doença coronariana isquêmica.

Qual a diferença entre miocardiopatia hipertensiva e cardiopatia isquêmica na ICFER?

A miocardiopatia hipertensiva geralmente causa hipertrofia ventricular esquerda e disfunção diastólica inicial, progredindo para disfunção sistólica global. A cardiopatia isquêmica, por sua vez, é caracterizada por alterações regionais de contratilidade devido à isquemia ou infarto.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo