Doença de Coats: Perfil Epidemiológico e Diagnóstico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Epidemiologicamente, a apresentação da doença de Coats é mais comum em:

Alternativas

  1. A) Mulheres e bilateral.
  2. B) Homens Bilateral.
  3. C) Mulheres e unilateral.
  4. D) Homens e unilateral.

Pérola Clínica

Doença de Coats → Meninos (85%) + Unilateral (90%) + Telangiectasias 'Light Bulb'.

Resumo-Chave

A doença de Coats é uma vasculopatia retiniana idiopática caracterizada por telangiectasias que levam a exsudação lipídica maciça e possível descolamento de retina.

Contexto Educacional

A Doença de Coats é uma condição não hereditária que resulta em perda visual severa se não tratada. A fisiopatologia envolve a quebra da barreira hemato-retiniana em vasos telangiectásicos, resultando em exsudação de colesterol. O tratamento foca na ablação dos vasos anormais via laser (fotocoagulação) ou crioterapia, além do uso de anti-VEGF em casos com edema macular ou exsudação extensa.

Perguntas Frequentes

Qual a faixa etária e sexo mais comuns na Doença de Coats?

A doença acomete majoritariamente crianças do sexo masculino (cerca de 85% dos casos), geralmente diagnosticada na primeira década de vida, embora formas adultas existam.

A Doença de Coats costuma ser bilateral?

Não, a apresentação clássica é unilateral em mais de 90% dos casos. A presença de bilateralidade deve alertar o médico para diagnósticos diferenciais como Doença de Eales ou Vasculopatia Exsudativa Familiar.

Qual o principal diagnóstico diferencial da Doença de Coats?

O principal diferencial é o retinoblastoma, devido à presença de leucocoria. No Coats, observa-se exsudação amarelada sub-retiniana intensa, enquanto no retinoblastoma há uma massa sólida calcificada.

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