CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
A Doença de Coats se caracteriza por:
Doença de Coats = Telangiectasias + Exsudação lipídica maciça + Descolamento seroso.
A Doença de Coats é uma vasculopatia idiopática caracterizada por telangiectasias que causam vazamento maciço de lipídios, levando ao descolamento exsudativo da retina.
A Doença de Coats é uma anomalia vascular retiniana congênita, não hereditária, que resulta na quebra da barreira hemato-retiniana. A fisiopatologia envolve a dilatação aneurismática de capilares e vênulas, levando ao acúmulo de exsudatos duros (lipídios) no espaço sub-retiniano. O estadiamento clínico é crucial para o prognóstico visual. O tratamento foca na obliteração dos vasos anormais através de fotocoagulação a laser ou crioterapia. Em casos avançados com descolamento total de retina, o objetivo pode ser apenas a preservação do globo ocular e prevenção de glaucoma neovascular.
A tríade clássica inclui telangiectasias retinianas (vasos em 'bulbo de lâmpada'), exsudação lipídica sub-retiniana maciça e descolamento de retina exsudativo (seroso).
Afeta predominantemente pacientes do sexo masculino (85%), geralmente na primeira década de vida, sendo quase sempre unilateral e sem associação sistêmica.
O retinoblastoma frequentemente apresenta massas sólidas com calcificações na ultrassonografia ou TC, enquanto a Doença de Coats apresenta exsudação amarelada proeminente e ausência de massa sólida ou cálcio.
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