CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Sobre a doença de Coats, é correto afirmar:
Doença de Coats = telangiectasias + exsudação; principal diferencial é Retinoblastoma.
A Doença de Coats é uma vasculopatia retiniana idiopática, geralmente unilateral, que causa exsudação lipídica maciça, simulando o aspecto de leucocoria do retinoblastoma.
A Doença de Coats é um desafio diagnóstico na oftalmopediatria. Sua fisiopatologia envolve a perda de pericitos e células endoteliais vasculares, gerando vasos incompetentes. A importância clínica reside no fato de ser o principal simulador do retinoblastoma (pseudoretinoblastoma). O tratamento visa a ablação dos vasos anormais via laser (fotocoagulação) ou crioterapia para conter a exsudação.
É uma doença ocular congênita, idiopática e não hereditária, caracterizada por telangiectasias e aneurismas dos vasos da retina. Essas alterações levam à quebra da barreira hematorretiniana, resultando em exsudação de lipídios para o espaço sub-retiniano, o que pode causar descolamento de retina exsudativo e perda visual.
O Retinoblastoma frequentemente apresenta calcificações intraoculares visíveis ao ultrassom ou TC, o que é raro na Doença de Coats. Além disso, o Coats acomete predominantemente meninos (85%) e é quase sempre unilateral (95%), enquanto o retinoblastoma pode ser bilateral e tem base genética em muitos casos.
O sinal mais comum em estágios avançados é a leucocoria (reflexo pupilar branco), causada pela exsudação maciça ou descolamento de retina. Em estágios iniciais, o diagnóstico é feito pelo mapeamento de retina, revelando vasos telangiectásicos 'em lâmpada' e exsudatos amarelados.
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