UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2018
Tendo como referência as diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), da Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno e da Rede Cegonha, julgue o item seguinte. Não há restrição à amamentação por portadora de doenças de Chagas na fase aguda.
Chagas aguda ou fissura mamária com sangramento → Suspender amamentação temporariamente.
Na fase aguda da Doença de Chagas, a alta carga parasitária no sangue e leite materno contraindica temporariamente o aleitamento pelo risco de transmissão direta.
A Doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, possui diversas vias de transmissão, sendo a vetorial a mais clássica. No entanto, a transmissão por via oral e vertical (transplacentária ou pelo leite) é clinicamente relevante. Na fase aguda, a alta carga de tripomastigotas circulantes torna o leite materno uma via potencial de infecção. As diretrizes brasileiras de aleitamento materno e a Política Nacional de Atenção Básica enfatizam que, embora o aleitamento seja amplamente incentivado, situações específicas de risco infeccioso agudo demandam cautela. O conhecimento dessas exceções é vital para o médico generalista e o pediatra, evitando a transmissão iatrogênica ou por negligência de orientação. O tratamento da fase aguda reduz a carga parasitária, permitindo, após avaliação criteriosa, o retorno à amamentação.
Durante a fase aguda da Doença de Chagas, ocorre uma alta carga parasitária (parasitemia) no sangue e, potencialmente, no leite materno. O risco de transmissão direta do Trypanosoma cruzi para o lactente é significativo. Além disso, se houver fissuras mamárias com sangramento, o risco aumenta drasticamente devido à presença do parasita no sangue periférico. A recomendação do Ministério da Saúde é a suspensão temporária até que a fase aguda seja tratada e a parasitemia diminua, ou até a cicatrização das lesões mamilares.
Não. Na fase crônica da Doença de Chagas, a parasitemia é baixa e intermitente, e não há evidências robustas que justifiquem a contraindicação do aleitamento materno de rotina. A amamentação deve ser mantida, a menos que haja sangramento visível nos mamilos (fissuras), caso em que o leite deve ser ordenhado e desprezado ou pasteurizado até a resolução da lesão.
O manejo envolve a suspensão imediata do aleitamento materno direto. A mãe deve iniciar o tratamento específico (geralmente com Benznidazol). O lactente deve ser monitorado para infecção congênita ou adquirida. O leite pode ser oferecido se for pasteurizado, processo que inativa o parasita, garantindo a segurança nutricional do bebê sem o risco infeccioso.
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