CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Lactente 11 meses é internado para investigação diagnostica com quadro de dispneia, febre baixa, edema facial, linfodenopatia e apresenta na maioria das crianças edema ocular indolor. Assinale a alternativa CORRETA.
Lactente com edema facial/ocular indolor (Sinal de Romaña), febre baixa, linfadenopatia → Suspeitar Doença de Chagas aguda → Diagnóstico: Fixação do complemento para Tripanosoma.
O quadro clínico de edema facial, edema ocular indolor (Sinal de Romaña), febre baixa e linfadenopatia em lactente é altamente sugestivo da fase aguda da Doença de Chagas. O diagnóstico laboratorial inclui métodos parasitológicos diretos e sorológicos, como a fixação do complemento para Tripanosoma cruzi.
A Doença de Chagas, ou tripanossomíase americana, é uma doença parasitária causada pelo protozoário *Trypanosoma cruzi*. É endêmica em muitas regiões da América Latina, com transmissão principalmente vetorial. Em lactentes, a transmissão congênita é uma preocupação, e a fase aguda pode ser grave, mas muitas vezes inespecífica, tornando o diagnóstico um desafio. O quadro clínico na fase aguda pode incluir febre, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia e, caracteristicamente, o Sinal de Romaña (edema bipalpebral unilateral e indolor) ou um chagoma de inoculação cutâneo. A dispneia pode indicar miocardite aguda, uma complicação grave. A suspeita clínica é vital em áreas endêmicas ou em pacientes com histórico de exposição. O diagnóstico na fase aguda é feito pela detecção do parasita no sangue (exame parasitológico direto) ou por sorologia (fixação do complemento, ELISA, RIFI). O tratamento com benznidazol ou nifurtimox é mais eficaz na fase aguda, reduzindo a chance de progressão para a fase crônica, que pode levar a cardiomiopatia e megavísceras.
O Sinal de Romaña é um edema bipalpebral unilateral e indolor, frequentemente acompanhado de conjuntivite, que ocorre no local da inoculação do parasita *Trypanosoma cruzi* na face. É um sinal patognomônico da fase aguda da Doença de Chagas.
Na fase aguda, o diagnóstico é feito pela pesquisa direta do parasita (exame parasitológico direto do sangue, gota espessa, esfregaço) ou por métodos sorológicos como a reação de imunofluorescência indireta (RIFI) ou ELISA, e fixação do complemento para *Trypanosoma*.
A Doença de Chagas é transmitida principalmente por vetores triatomíneos (barbeiros), que defecam próximo à picada, introduzindo o parasita. Outras formas de transmissão incluem transfusão sanguínea, transplante de órgãos, via oral (alimentos contaminados) e congênita (mãe para filho).
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