HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
O plexo mioentérico (Auerbach) é a estrutura mais atingida pelo processo inflamatório desencadeado pela infecção pelo Trypanosoma cruzi, a chamada Doença de Chagas, com destruição de neurônios. Quais são as alterações esperadas no Sistema Gastrointestinal?
Doença de Chagas → destruição plexo mioentérico → incoordenação motora GI → megaesôfago e megacólon.
Na Doença de Chagas, a destruição dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach pelo Trypanosoma cruzi leva à perda da inervação parassimpática e à disfunção motora do trato gastrointestinal. Isso resulta em dilatação e estase, principalmente no esôfago (megaesôfago) e no cólon distal (megacólon), com sintomas como disfagia e constipação.
A Doença de Chagas, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, é uma doença tropical negligenciada com manifestações sistêmicas, sendo as formas cardíaca e gastrointestinal as mais graves na fase crônica. A forma gastrointestinal é caracterizada pela destruição progressiva dos neurônios do plexo mioentérico (Auerbach) e submucoso (Meissner) no trato digestivo, levando a distúrbios de motilidade e dilatação de órgãos ocos, principalmente esôfago e cólon. A fisiopatologia central envolve a denervação parassimpática, que resulta em incoordenação motora do músculo liso gastrointestinal. No esôfago, isso se manifesta como acalasia chagásica, com falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse do corpo esofágico, levando à retenção de alimentos e dilatação progressiva (megaesôfago). No cólon, a denervação afeta predominantemente o cólon distal e o reto, causando trânsito lento, acúmulo de fezes e dilatação (megacólon). As alterações esperadas incluem incoordenação motora, retenção de alimentos no esôfago (disfagia, regurgitação) e de fezes no reto (constipação crônica e grave). O diagnóstico é clínico, radiológico (esofagograma, enema opaco) e sorológico para Chagas. O tratamento é sintomático para as formas digestivas avançadas, podendo incluir dilatações endoscópicas, miotomia de Heller para megaesôfago e cirurgia para megacólon.
As principais manifestações são o megaesôfago e o megacólon. O megaesôfago causa disfagia, regurgitação e dor torácica, enquanto o megacólon leva à constipação crônica grave, dor abdominal e, em casos avançados, volvo.
O Trypanosoma cruzi destrói os neurônios do plexo mioentérico de Auerbach, que são responsáveis pela coordenação da motilidade gastrointestinal. Essa denervação leva à perda do tônus e da peristalse coordenada, resultando em dilatação e estase de órgãos ocos.
No megaesôfago, a destruição neuronal causa falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior e incoordenação da peristalse esofágica, levando à retenção alimentar e dilatação. No megacólon, a denervação afeta a motilidade do cólon distal, resultando em trânsito lento, acúmulo de fezes e dilatação progressiva.
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