SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Analise as assertivas abaixo sobre a Doença Celíaca (DC) na infância: I. Trata-se de uma doença caracterizada por uma resposta imunológica à ingestão de glúten em indivíduos geneticamente suscetíveis. O tratamento consiste numa dieta totalmente isenta de alimentos, como trigo, aveia, centeio, entre outros, que contêm, em seu estado natural, uma família de proteínas chamada glúten.II. São manifestações clínicas possíveis de serem encontradas em crianças/adolescentes com DC: diarreia crônica ou constipação intestinal; baixa estatura; anemia ferropriva e atraso no desenvolvimento puberal. III. O diagnóstico histológico da DC consiste na presença de atrofia das vilosidades do intestino delgado associada ao aumento de eosinófilos intraepiteliais (acima de 25 para cada 100 enterócitos).Podemos afirmar que
DC na infância: Manifestações variadas (GI, baixa estatura, anemia). Histologia = atrofia vilositária + linfocitose intraepitelial.
A Doença Celíaca na infância pode apresentar-se com sintomas gastrointestinais (diarreia ou constipação) ou extragastrointestinais, como baixa estatura e anemia ferropriva, que são cruciais para o diagnóstico precoce. O diagnóstico histológico é caracterizado pelo aumento de linfócitos intraepiteliais, não eosinófilos, e atrofia das vilosidades intestinais.
A Doença Celíaca (DC) é uma enteropatia crônica autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos, afetando cerca de 1% da população mundial. Na infância, sua apresentação pode ser variada, desde sintomas gastrointestinais clássicos até manifestações extragastrointestinais que podem atrasar o diagnóstico, como baixa estatura e anemia ferropriva, tornando-a um desafio diagnóstico para residentes e pediatras. A fisiopatologia envolve uma resposta imunológica mediada por células T à gliadina (componente do glúten), levando à inflamação e dano à mucosa do intestino delgado. O diagnóstico é baseado na combinação de sorologia (anticorpos antitransglutaminase tecidual IgA e antiendomísio IgA) e biópsia duodenal, que revela atrofia vilositária, hiperplasia de criptas e linfocitose intraepitelial. É crucial não iniciar a dieta isenta de glúten antes da realização dos exames diagnósticos para evitar resultados falso-negativos. O tratamento consiste em uma dieta rigorosamente isenta de glúten por toda a vida, o que leva à recuperação da mucosa intestinal e melhora dos sintomas. O acompanhamento nutricional é fundamental para garantir a adesão e evitar deficiências nutricionais. A educação do paciente e da família sobre a dieta e a identificação de fontes ocultas de glúten são pilares para o sucesso terapêutico e a prevenção de complicações a longo prazo.
Em crianças, a Doença Celíaca pode se manifestar com diarreia crônica ou constipação, baixa estatura, anemia ferropriva refratária, atraso no desenvolvimento puberal e irritabilidade. As apresentações podem ser atípicas, exigindo alta suspeição.
O diagnóstico histológico da Doença Celíaca é caracterizado pela atrofia das vilosidades do intestino delgado, hiperplasia das criptas e aumento do número de linfócitos intraepiteliais (acima de 25 para cada 100 enterócitos). A presença de eosinófilos não é um critério diagnóstico.
A aveia pura, não contaminada com trigo, centeio ou cevada, é geralmente bem tolerada pela maioria dos celíacos. No entanto, devido ao risco de contaminação cruzada durante o processamento, recomenda-se o consumo apenas de aveia certificada como isenta de glúten.
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