Doença Celíaca: Manejo da Diarreia Crônica Persistente

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 21 anos, sexo feminino, é atendida ambulatorialmente com queixa de diarreia crônica persistente há 30 dias. É portadora de doença celiaca em tratamento regular. A melhor conduta para o controle da diarreia é:

Alternativas

  1. A) dieta restrita.
  2. B) mesalazina.
  3. C) colestiramina.
  4. D) probióticos.

Pérola Clínica

Diarreia crônica em celíaco tratado → reavaliar adesão à dieta sem glúten.

Resumo-Chave

Em pacientes com doença celíaca já diagnosticada e em tratamento, a persistência de sintomas como diarreia crônica frequentemente indica má adesão à dieta sem glúten ou contaminação inadvertida. A primeira e mais importante conduta é revisar e reforçar a restrição dietética.

Contexto Educacional

A doença celíaca é uma enteropatia autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos, afetando cerca de 1% da população mundial. Caracteriza-se por inflamação e atrofia das vilosidades do intestino delgado, levando à má absorção de nutrientes e uma variedade de sintomas gastrointestinais e extraintestinais. A diarreia crônica é um dos sintomas mais prevalentes e debilitantes, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por células T ao glúten, resultando em dano à mucosa intestinal. O diagnóstico é feito pela combinação de sorologia (anticorpos anti-transglutaminase tecidual IgA) e biópsia duodenal. Uma vez diagnosticada, a base do tratamento é a adesão rigorosa e vitalícia a uma dieta isenta de glúten. A persistência de sintomas como diarreia, apesar do tratamento, deve levantar a suspeita de falha na adesão ou exposição inadvertida ao glúten. O tratamento da doença celíaca é primariamente dietético. Em casos de diarreia crônica persistente em pacientes já em tratamento, a conduta inicial e mais eficaz é a reavaliação minuciosa da dieta e o reforço da educação sobre a restrição de glúten. Somente após excluir falhas dietéticas, outras causas secundárias ou complicações da doença celíaca devem ser investigadas, como supercrescimento bacteriano, colite microscópica ou enteropatia refratária.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de diarreia crônica em pacientes com doença celíaca já diagnosticada?

As causas mais comuns incluem má adesão à dieta sem glúten, contaminação inadvertida por glúten, ou, menos frequentemente, desenvolvimento de outras condições como colite microscópica, supercrescimento bacteriano do intestino delgado ou enteropatia refratária.

Qual a primeira conduta ao paciente celíaco com diarreia persistente?

A primeira conduta é uma revisão detalhada da dieta do paciente para identificar fontes ocultas de glúten ou falhas na adesão. É fundamental reforçar a importância da restrição dietética rigorosa.

Quando considerar outras causas para a diarreia em um paciente celíaco?

Se a adesão à dieta sem glúten for rigorosa e a diarreia persistir, deve-se investigar outras causas, como supercrescimento bacteriano, colite microscópica, insuficiência pancreática exócrina, ou, em casos mais graves, enteropatia refratária.

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