Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025
Menino de 6 anos é avaliado por diarreia crônica, distensão abdominal e perda ponderal nos últimos 3 meses. Exame fisico: emagrecido, com abdome levemente distendido. Endoscopia digestiva alta com atrofia de vilosidades intestinais. Anticorpo antitransglutaminase IgA positivo. Qual o manejo inicial?
Criança com diarreia crônica + atrofia vilositária + antitransglutaminase IgA+ → Doença Celíaca = Dieta sem glúten.
O quadro clínico (diarreia crônica, perda ponderal, distensão abdominal), os achados endoscópicos (atrofia de vilosidades) e o teste sorológico positivo (anticorpo antitransglutaminase IgA) são altamente sugestivos de Doença Celíaca. O manejo inicial e principal é a adesão estrita a uma dieta sem glúten.
A Doença Celíaca é uma enteropatia crônica autoimune do intestino delgado, desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Afeta cerca de 1% da população mundial, sendo comum em crianças. É crucial reconhecer seus sintomas, que podem variar de manifestações gastrointestinais clássicas (diarreia crônica, distensão abdominal, perda de peso) a formas atípicas (anemia, baixa estatura, alterações dentárias, dermatite herpetiforme). O diagnóstico da Doença Celíaca baseia-se na combinação de achados clínicos, sorologia (anticorpos antitransglutaminase IgA e antiendomísio IgA são os mais sensíveis e específicos) e biópsia de intestino delgado, que revela atrofia de vilosidades, hiperplasia de criptas e aumento de linfócitos intraepiteliais. É fundamental que a biópsia seja realizada enquanto o paciente ainda está consumindo glúten para evitar resultados falso-negativos. O manejo inicial e a longo prazo da Doença Celíaca é a adesão estrita a uma dieta sem glúten por toda a vida. Isso leva à recuperação da mucosa intestinal, resolução dos sintomas e prevenção de complicações. A educação do paciente e da família sobre a dieta e a leitura de rótulos é essencial. O acompanhamento nutricional e médico regular é importante para monitorar a adesão à dieta, a recuperação e a detecção de possíveis deficiências nutricionais ou complicações.
O diagnóstico da Doença Celíaca em crianças é baseado na combinação de sintomas clínicos sugestivos, sorologia positiva (especialmente anticorpo antitransglutaminase IgA e antiendomísio IgA), e achados histopatológicos de atrofia de vilosidades na biópsia duodenal. Em alguns casos, a biópsia pode ser dispensada se os títulos de anticorpos forem muito altos.
A Doença Celíaca é uma enteropatia autoimune desencadeada pela ingestão de glúten. A remoção completa do glúten da dieta permite a recuperação da mucosa intestinal, a resolução dos sintomas e a normalização dos exames laboratoriais, prevenindo complicações a longo prazo.
A Doença Celíaca não tratada em crianças pode levar a desnutrição, baixa estatura, atraso puberal, anemia por deficiência de ferro, osteopenia/osteoporose, infertilidade e, em casos raros, linfoma de células T associado à enteropatia.
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