Doença Celíaca Infantil: Diagnóstico e Manejo da Dieta

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Menino de 6 anos é avaliado por diarreia crônica, distensão abdominal e perda ponderal nos últimos 3 meses. Exame fisico: emagrecido, com abdome levemente distendido. Endoscopia digestiva alta com atrofia de vilosidades intestinais. Anticorpo antitransglutaminase IgA positivo. Qual o manejo inicial?

Alternativas

  1. A) Uso de corticoterapia sistêmica
  2. B) Introdução de dieta sem glúten
  3. C) Prescrição de antibióticos de amplo espectro
  4. D) Reposição de enzimas pancreáticas

Pérola Clínica

Criança com diarreia crônica + atrofia vilositária + antitransglutaminase IgA+ → Doença Celíaca = Dieta sem glúten.

Resumo-Chave

O quadro clínico (diarreia crônica, perda ponderal, distensão abdominal), os achados endoscópicos (atrofia de vilosidades) e o teste sorológico positivo (anticorpo antitransglutaminase IgA) são altamente sugestivos de Doença Celíaca. O manejo inicial e principal é a adesão estrita a uma dieta sem glúten.

Contexto Educacional

A Doença Celíaca é uma enteropatia crônica autoimune do intestino delgado, desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Afeta cerca de 1% da população mundial, sendo comum em crianças. É crucial reconhecer seus sintomas, que podem variar de manifestações gastrointestinais clássicas (diarreia crônica, distensão abdominal, perda de peso) a formas atípicas (anemia, baixa estatura, alterações dentárias, dermatite herpetiforme). O diagnóstico da Doença Celíaca baseia-se na combinação de achados clínicos, sorologia (anticorpos antitransglutaminase IgA e antiendomísio IgA são os mais sensíveis e específicos) e biópsia de intestino delgado, que revela atrofia de vilosidades, hiperplasia de criptas e aumento de linfócitos intraepiteliais. É fundamental que a biópsia seja realizada enquanto o paciente ainda está consumindo glúten para evitar resultados falso-negativos. O manejo inicial e a longo prazo da Doença Celíaca é a adesão estrita a uma dieta sem glúten por toda a vida. Isso leva à recuperação da mucosa intestinal, resolução dos sintomas e prevenção de complicações. A educação do paciente e da família sobre a dieta e a leitura de rótulos é essencial. O acompanhamento nutricional e médico regular é importante para monitorar a adesão à dieta, a recuperação e a detecção de possíveis deficiências nutricionais ou complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Doença Celíaca em crianças?

O diagnóstico da Doença Celíaca em crianças é baseado na combinação de sintomas clínicos sugestivos, sorologia positiva (especialmente anticorpo antitransglutaminase IgA e antiendomísio IgA), e achados histopatológicos de atrofia de vilosidades na biópsia duodenal. Em alguns casos, a biópsia pode ser dispensada se os títulos de anticorpos forem muito altos.

Por que a dieta sem glúten é o tratamento principal para a Doença Celíaca?

A Doença Celíaca é uma enteropatia autoimune desencadeada pela ingestão de glúten. A remoção completa do glúten da dieta permite a recuperação da mucosa intestinal, a resolução dos sintomas e a normalização dos exames laboratoriais, prevenindo complicações a longo prazo.

Quais são as complicações da Doença Celíaca não tratada em crianças?

A Doença Celíaca não tratada em crianças pode levar a desnutrição, baixa estatura, atraso puberal, anemia por deficiência de ferro, osteopenia/osteoporose, infertilidade e, em casos raros, linfoma de células T associado à enteropatia.

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