UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
A lesão clássica da Doença Celíaca consiste em mucosa plana ou quase plana, com criptas alongadas e aumento de mitoses, epitélio superficial cuboide, com vacuolizações, borda estriada borrada, aumento do número de linfócitos intraepiteliais e lâmina própria com denso infiltrado de linfócitos e plasmócitos. Sobre seu estadiamento, é correto afirmar que:
Doença Celíaca: Estadiamento Marsh III = atrofia vilositária, hiperplasia críptica, ↑ linfócitos intraepiteliais.
A classificação de Marsh é fundamental para o estadiamento histopatológico da Doença Celíaca, baseando-se nas alterações da mucosa do intestino delgado. O estágio III, ou padrão destrutivo, é caracterizado pela atrofia vilositária, hiperplasia das criptas e aumento do número de linfócitos intraepiteliais, sendo o achado clássico da doença ativa.
A Doença Celíaca é uma enteropatia autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. O diagnóstico definitivo frequentemente requer uma biópsia da mucosa do intestino delgado, onde as alterações histopatológicas são classificadas de acordo com o sistema de Marsh, que é crucial para o estadiamento da gravidade da lesão. Compreender essa classificação é fundamental para residentes e estudantes de medicina. A classificação de Marsh descreve uma progressão das lesões mucosas. O estágio 0 corresponde a uma mucosa normal. O estágio I (padrão infiltrativo) é caracterizado pelo aumento do número de linfócitos intraepiteliais, mas com arquitetura vilositária preservada. O estágio II (padrão hiperplásico) adiciona a hiperplasia das criptas. O estágio III (padrão destrutivo) é o achado mais comum na doença celíaca ativa e é subdividido em IIIA (atrofia vilositária parcial), IIIB (atrofia vilositária subtotal) e IIIC (atrofia vilositária total), sempre acompanhado de hiperplasia críptica e aumento dos linfócitos intraepiteliais. O estágio IV (padrão hipoplásico) é uma forma rara e grave, com atrofia vilositária total e hipoplasia críptica, muitas vezes irreversível.
Os achados clássicos incluem atrofia vilositária, hiperplasia das criptas e aumento do número de linfócitos intraepiteliais na mucosa do intestino delgado.
O estágio Marsh III, também conhecido como padrão destrutivo, é caracterizado pela presença de atrofia vilositária de graus variados, hiperplasia críptica e aumento dos linfócitos intraepiteliais.
Marsh I (padrão infiltrativo) apresenta apenas aumento dos linfócitos intraepiteliais com arquitetura vilositária normal. Marsh III (padrão destrutivo) adiciona atrofia vilositária e hiperplasia críptica.
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