SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
A doença celíaca é uma doença sistêmica imunomediada, induzida pela ingesta do trigo, centeio e cevada, em indivíduos geneticamente predispostos. Deve-se ter atenção especial às doenças associadas a essa afecção ou grupos de risco, que são:
Doença Celíaca → frequentemente associada a Tireoidite de Hashimoto, DM1 e Síndrome de Down.
A Doença Celíaca é uma condição imunomediada com forte componente genético, frequentemente associada a outras doenças autoimunes e síndromes genéticas. A triagem para doença celíaca é recomendada em grupos de risco, como pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1, Tireoidite Autoimune e Síndrome de Down.
A Doença Celíaca é uma enteropatia autoimune crônica desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente suscetíveis. Sua prevalência tem aumentado, e é crucial reconhecer que, além das manifestações gastrointestinais clássicas, a doença pode apresentar-se com sintomas atípicos ou ser assintomática, sendo frequentemente associada a outras condições. Este conhecimento é vital para o diagnóstico e manejo em diversas especialidades médicas. A associação da Doença Celíaca com outras doenças autoimunes e síndromes genéticas é bem estabelecida. Entre as mais importantes estão o Diabetes Mellitus Tipo 1, a Tireoidite de Hashimoto e a Síndrome de Down. Outras associações incluem a Síndrome de Turner, a Síndrome de Williams e a deficiência seletiva de IgA. A presença de uma dessas condições deve levantar a suspeita de doença celíaca e justificar a triagem ativa. O diagnóstico da Doença Celíaca envolve a combinação de sorologia (anticorpos anti-transglutaminase IgA, anti-endomísio IgA) e biópsia duodenal. O tratamento consiste na adesão rigorosa a uma dieta isenta de glúten por toda a vida. O reconhecimento dos grupos de risco é fundamental para o diagnóstico precoce, prevenindo complicações a longo prazo como desnutrição, osteoporose e aumento do risco de linfoma intestinal.
A Doença Celíaca está frequentemente associada a outras doenças autoimunes, como Diabetes Mellitus Tipo 1, Tireoidite de Hashimoto, Doença de Graves, hepatite autoimune e dermatite herpetiforme. A presença de uma doença autoimune aumenta o risco de desenvolver outra.
Indivíduos com Síndrome de Down têm uma predisposição genética aumentada para a Doença Celíaca, com uma prevalência significativamente maior do que na população geral. Recomenda-se a triagem regular para doença celíaca nesses pacientes, mesmo na ausência de sintomas gastrointestinais clássicos.
A Deficiência Seletiva de IgA é a imunodeficiência primária mais comum e está associada a uma maior prevalência de Doença Celíaca. Nesses casos, os testes sorológicos baseados em IgA (como anti-transglutaminase IgA) podem ser falsamente negativos, exigindo a pesquisa de anticorpos IgG ou biópsia intestinal direta para o diagnóstico.
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