HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2023
Assinale a opção que apresenta padrão ouro para o diagnóstico da doença celíaca:
Doença celíaca = Biópsia de intestino delgado (duodeno) com atrofia vilositária é o padrão ouro.
O diagnóstico definitivo da doença celíaca requer a biópsia do intestino delgado (geralmente duodeno), que revela alterações histopatológicas como atrofia vilositária, hiperplasia de criptas e aumento de linfócitos intraepiteliais, confirmando a enteropatia induzida pelo glúten.
A doença celíaca é uma enteropatia crônica autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Afeta principalmente o intestino delgado, levando à má absorção de nutrientes e uma ampla gama de manifestações clínicas, desde sintomas gastrointestinais clássicos até manifestações extraintestinais. Sua prevalência tem aumentado, tornando o diagnóstico precoce crucial para evitar complicações a longo prazo. O processo diagnóstico geralmente começa com a triagem sorológica, utilizando anticorpos como a IgA anti-transglutaminase tecidual (anti-tTG IgA). No entanto, o padrão ouro para o diagnóstico definitivo é a biópsia do intestino delgado, realizada por endoscopia digestiva alta. Esta biópsia permite a avaliação histopatológica das vilosidades intestinais, buscando atrofia vilositária, hiperplasia de criptas e aumento de linfócitos intraepiteliais, que são as marcas da doença. É fundamental que a biópsia seja realizada enquanto o paciente ainda está consumindo glúten, para que as alterações histológicas sejam evidentes. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento consiste em uma dieta rigorosa sem glúten por toda a vida, o que leva à recuperação da mucosa intestinal e melhora dos sintomas. O acompanhamento regular é importante para monitorar a adesão à dieta e a resolução das complicações.
Os principais anticorpos são a IgA anti-transglutaminase tecidual (anti-tTG IgA) e a IgA anti-endomísio (EMA IgA). Em casos de deficiência de IgA, a IgG anti-tTG ou anti-DGP (peptídeos de gliadina deaminados) podem ser usados.
Os achados incluem atrofia das vilosidades, hiperplasia das criptas e aumento do número de linfócitos intraepiteliais. Essas alterações são classificadas pela escala de Marsh.
Em algumas crianças, sob critérios específicos (sintomas, altos títulos de anti-tTG IgA e HLA DQ2/DQ8 positivo), o diagnóstico pode ser feito sem biópsia. No entanto, em adultos, a biópsia permanece essencial para a confirmação.
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