SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso clínico a seguir.Mulher de 68 anos, hipertensa, diabética e dislipidêmica, apresentou quadro de perda da consciência e hemiplegia à direita. Foi encaminhada ao pronto-socorro onde foi levantada a hipótese de doença carotídea aterosclerótica.Qual dos seguintes exames deverá ser solicitado para iniciar o rastreamento da doença em questão?
Suspeita de doença carotídea aterosclerótica → Ecodoppler de carótidas é o exame inicial de rastreamento.
O ecodoppler de carótidas é o método de imagem não invasivo de escolha para o rastreamento e diagnóstico inicial da doença carotídea aterosclerótica. Ele permite avaliar a presença de placas, o grau de estenose e a hemodinâmica do fluxo sanguíneo, sendo fundamental na investigação de eventos isquêmicos cerebrais.
A doença carotídea aterosclerótica é uma causa importante de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI), especialmente em idosos com múltiplos fatores de risco cardiovascular como hipertensão, diabetes e dislipidemia. A identificação precoce da estenose carotídea é crucial para a prevenção secundária de AVC. A fisiopatologia envolve a formação de placas ateroscleróticas nas artérias carótidas, que podem levar à estenose e à embolização de fragmentos para o cérebro. O diagnóstico inicial é guiado pela suspeita clínica e fatores de risco. O ecodoppler de carótidas é o exame de primeira linha para o rastreamento e avaliação da doença carotídea. É um método não invasivo que permite visualizar as artérias, quantificar o grau de estenose e avaliar a hemodinâmica. Outros exames como angiotomografia e angiorressonância são utilizados para confirmação e planejamento terapêutico, mas o ecodoppler é o ponto de partida na investigação.
Pacientes com fatores de risco para aterosclerose (hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo, idade avançada) e aqueles com sintomas neurológicos sugestivos de isquemia cerebral (AVC ou AIT) devem ser rastreados.
O ecodoppler é não invasivo, não utiliza radiação ou contraste, é de baixo custo e oferece informações em tempo real sobre a morfologia das placas, o grau de estenose e a velocidade do fluxo sanguíneo, sendo ideal para rastreamento e acompanhamento.
Angiotomografia e angiorressonância são exames mais detalhados, indicados para confirmar o grau de estenose após o ecodoppler, planejar intervenções cirúrgicas ou endovasculares, ou em casos onde o ecodoppler é inconclusivo.
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