AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Todas as consequências a seguir são comuns na doença cardíaca congênita no adulto, exceto:
DCC no adulto → Síndrome de Eisenmenger, eritrocitose, endocardite, hipertensão pulmonar são comuns; AVE é menos comum como consequência direta.
Pacientes com doença cardíaca congênita (DCC) que atingem a idade adulta podem desenvolver uma série de complicações crônicas devido às alterações hemodinâmicas persistentes. A Síndrome de Eisenmenger, eritrocitose, endocardite infecciosa e hipertensão pulmonar são consequências bem estabelecidas, enquanto o AVE, embora possível, não é considerado uma complicação tão "comum" quanto as outras listadas.
A sobrevida de pacientes com doença cardíaca congênita (DCC) até a idade adulta tem aumentado significativamente, tornando o manejo das complicações crônicas uma área importante da cardiologia. Essas complicações surgem devido às alterações hemodinâmicas persistentes, hipoxemia crônica e sobrecarga cardíaca ao longo dos anos. É fundamental que residentes e cardiologistas estejam cientes dessas manifestações para um acompanhamento adequado. Entre as consequências mais comuns, destaca-se a Síndrome de Eisenmenger, que representa o estágio final da hipertensão pulmonar em pacientes com shunts sistêmico-pulmonares. A eritrocitose é uma resposta fisiológica à hipoxemia crônica, mas pode levar a complicações tromboembólicas. A endocardite infecciosa é um risco constante devido à turbulência do fluxo sanguíneo e à presença de lesões estruturais ou materiais protéticos. A hipertensão pulmonar é uma complicação progressiva que afeta a qualidade de vida e a sobrevida. Embora o Acidente Vascular Encefálico (AVE) possa ocorrer em pacientes com DCC (por exemplo, devido a embolia paradoxal em shunts direita-esquerda ou arritmias), ele não é considerado uma complicação tão *comum* ou *direta* quanto as outras listadas. As opções A, B, C e D são consequências patofisiológicas mais prevalentes e características da evolução natural da doença cardíaca congênita não corrigida ou corrigida tardiamente no adulto.
As principais complicações incluem Síndrome de Eisenmenger, eritrocitose secundária à hipoxemia crônica, endocardite infecciosa, arritmias, insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar.
A Síndrome de Eisenmenger é uma complicação grave da DCC com shunt esquerdo-direito, onde a hipertensão pulmonar se torna tão severa que o shunt se inverte para direita-esquerda, levando à cianose e hipoxemia.
Pacientes com DCC, especialmente aqueles com lesões residuais ou próteses, têm maior risco de endocardite infecciosa devido à turbulência do fluxo sanguíneo que predispõe à formação de vegetações bacterianas.
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