Doença de Bowen: Diferencial com Carcinoma Basocelular

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Sobre tumores cutâneos, assinale a opção incorreta.

Alternativas

  1. A) Radiação ultravioleta, inflamação crônica e queimadura correlacionam-se com a etiologia do carcinoma espinocelular (CEC).
  2. B) Doença de Bowen é um CEC e, clinicamente, não se faz necessário estabelecer o diagnóstico diferencial com o carcinoma basocelular (CBC) superficial.
  3. C) CEC ocorre em indivíduos transplantados, e metástases a distância são mais frequentesnesse tumor quando comparado com o epitelioma basocelular.
  4. D) Lentigo maligno melanoma tem predileção pelas localizações facial e cervical.
  5. E) Dentre os CBCs, o nódulo-ulcerativo é o mais frequente na rotina clínica, e o CBC esclerodermiforme pode apresentar prognóstico reservado.

Pérola Clínica

Doença de Bowen (CEC in situ) = exige diferencial com CBC superficial devido à semelhança clínica.

Resumo-Chave

A Doença de Bowen, sendo um carcinoma espinocelular in situ, pode se apresentar clinicamente de forma similar ao carcinoma basocelular superficial, como uma placa eritematosa e descamativa. Portanto, o diagnóstico diferencial é crucial para a conduta terapêutica adequada, que difere entre as duas condições.

Contexto Educacional

Os tumores cutâneos são uma das patologias mais prevalentes na prática médica, e o conhecimento aprofundado sobre suas características e diagnósticos diferenciais é fundamental para residentes. O Carcinoma Espinocelular (CEC) e o Carcinoma Basocelular (CBC) são os tipos mais comuns de câncer de pele não melanoma, com etiologias frequentemente relacionadas à radiação ultravioleta, inflamação crônica e imunossupressão. A Doença de Bowen, uma forma de CEC in situ, é clinicamente importante devido à sua apresentação que pode mimetizar outras lesões, como o CBC superficial, exigindo acurácia diagnóstica. A captação de radioiodo é um exame crucial na avaliação do hipertireoidismo, permitindo diferenciar entre causas com aumento da síntese hormonal (como Doença de Graves, adenoma tóxico, adenoma hipofisário produtor de TSH) e causas com liberação de hormônios pré-formados ou ingestão exógena (como tireoidites destrutivas, hipertireoidismo factício). A compreensão dessas distinções é vital para a escolha do tratamento adequado. No contexto das pneumonias da infância, a taquipneia é um sinal cardinal e de alta sensibilidade e especificidade, sendo um dos principais critérios para o diagnóstico clínico e a tomada de decisão terapêutica, especialmente em cenários com recursos limitados. O rastreamento de doenças, por sua vez, tem como objetivo primordial o diagnóstico precoce em indivíduos assintomáticos, visando reduzir a morbimortalidade, mas deve ser sempre discutido com o paciente, considerando os potenciais benefícios e malefícios de cada teste.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da Doença de Bowen?

A Doença de Bowen geralmente se apresenta como uma placa eritematosa, bem delimitada, com superfície escamosa ou crostosa, que cresce lentamente. Pode ser assintomática ou causar prurido leve.

Por que é importante diferenciar Doença de Bowen de Carcinoma Basocelular Superficial?

É crucial para o planejamento terapêutico, pois, embora ambos sejam tumores de pele, o CBC superficial tende a ser menos agressivo localmente, enquanto o CEC in situ (Doença de Bowen) tem um risco, embora baixo, de progressão para CEC invasivo. A biópsia é fundamental para o diagnóstico definitivo.

Quais são os principais fatores de risco para o Carcinoma Espinocelular (CEC)?

Os principais fatores de risco para o CEC incluem exposição crônica à radiação ultravioleta, inflamação crônica (úlceras, cicatrizes de queimaduras), imunossupressão (especialmente em transplantados) e infecção por HPV em algumas localizações.

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