Manifestações Oculares da Doença de Behçet

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006

Enunciado

Na doença de Behçet, esperam-se os seguintes achados:

Alternativas

  1. A) Nódulos irianos, vasculite e papilite
  2. B) Hipópio, papilite e granuloma de coroide
  3. C) Hipópio, vasculite e vitreíte
  4. D) Nódulos de Busacca, úlceras orais e vitreíte

Pérola Clínica

Behçet = Hipópio móvel + vasculite retiniana oclusiva + vitreíte intensa.

Resumo-Chave

A doença de Behçet manifesta-se ocularmente como uma panuveíte recidivante, caracterizada por crises de hipópio e vasculite que podem levar à atrofia óptica.

Contexto Educacional

A Doença de Behçet é uma vasculite multissistêmica de etiologia desconhecida, fortemente associada ao alelo HLA-B51. Além das úlceras orais e genitais recorrentes, o acometimento ocular é uma das manifestações mais graves e debilitantes. O tratamento ocular exige imunossupressão sistêmica potente (corticoides, azatioprina, ciclosporina ou biológicos como anti-TNF) para prevenir a recorrência das crises, que têm efeito cumulativo de dano estrutural ao globo ocular.

Perguntas Frequentes

Quais os principais achados oculares no Behçet?

A tríade clássica inclui uveíte anterior com hipópio móvel (em 1/3 dos casos), vitreíte (inflamação do humor vítreo) e vasculite retiniana oclusiva. Frequentemente apresenta-se como uma panuveíte bilateral e recorrente que, se não tratada agressivamente, leva à perda visual por edema macular ou isquemia.

Como é o hipópio na Doença de Behçet?

O hipópio (nível de leucócitos na câmara anterior) no Behçet é caracteristicamente estéril, branco e móvel. Ele se forma rapidamente durante uma crise inflamatória e pode desaparecer em poucos dias, mesmo sem tratamento, o que é uma característica peculiar desta vasculite sistêmica.

Qual a importância da vasculite retiniana nesta doença?

A vasculite no Behçet é tipicamente obliterante, afetando tanto artérias quanto veias (perivasculite). Ela causa áreas de não-perfusão capilar, podendo levar a neovascularização, hemorragia vítrea e descolamento de retina tracional, sendo a principal causa de cegueira na doença.

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