CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Na doença de Behçet, esperam-se os seguintes achados:
Behçet = Hipópio móvel + vasculite retiniana oclusiva + vitreíte intensa.
A doença de Behçet manifesta-se ocularmente como uma panuveíte recidivante, caracterizada por crises de hipópio e vasculite que podem levar à atrofia óptica.
A Doença de Behçet é uma vasculite multissistêmica de etiologia desconhecida, fortemente associada ao alelo HLA-B51. Além das úlceras orais e genitais recorrentes, o acometimento ocular é uma das manifestações mais graves e debilitantes. O tratamento ocular exige imunossupressão sistêmica potente (corticoides, azatioprina, ciclosporina ou biológicos como anti-TNF) para prevenir a recorrência das crises, que têm efeito cumulativo de dano estrutural ao globo ocular.
A tríade clássica inclui uveíte anterior com hipópio móvel (em 1/3 dos casos), vitreíte (inflamação do humor vítreo) e vasculite retiniana oclusiva. Frequentemente apresenta-se como uma panuveíte bilateral e recorrente que, se não tratada agressivamente, leva à perda visual por edema macular ou isquemia.
O hipópio (nível de leucócitos na câmara anterior) no Behçet é caracteristicamente estéril, branco e móvel. Ele se forma rapidamente durante uma crise inflamatória e pode desaparecer em poucos dias, mesmo sem tratamento, o que é uma característica peculiar desta vasculite sistêmica.
A vasculite no Behçet é tipicamente obliterante, afetando tanto artérias quanto veias (perivasculite). Ela causa áreas de não-perfusão capilar, podendo levar a neovascularização, hemorragia vítrea e descolamento de retina tracional, sendo a principal causa de cegueira na doença.
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