CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Dentre as alternativas abaixo, qual exame é o mais apropriado para o seguimento de um paciente com panuveíte secundária à doença de Behçet, em uso de ciclosporina?
Ciclosporina → Monitorar Creatinina e PA devido ao alto risco de nefrotoxicidade e hipertensão.
A ciclosporina é um inibidor da calcineurina eficaz na Doença de Behçet, mas exige vigilância rigorosa da função renal e pressão arterial para evitar danos permanentes.
A Doença de Behçet é uma vasculite multissistêmica idiopática, caracterizada por úlceras orais e genitais recorrentes e uveíte. A panuveíte é uma manifestação grave que pode levar à cegueira por vasculite retiniana oclusiva. A ciclosporina A atua inibindo a ativação de células T via calcineurina, sendo um pilar no tratamento poupador de corticoide. Devido ao seu estreito índice terapêutico, o manejo exige atenção às toxicidades. A elevação da creatinina acima de 30% do valor basal do paciente geralmente indica a necessidade de redução da dose ou suspensão temporária do fármaco. Diferente da glicemia (relevante para corticoides) ou ferritina (relevante para anemias crônicas), a creatinina é o marcador direto da segurança renal da ciclosporina.
A nefrotoxicidade é o efeito colateral mais crítico. Ela pode se manifestar de forma aguda (reversível) ou crônica (com fibrose intersticial). Por isso, o monitoramento da creatinina sérica é obrigatório durante todo o tratamento.
Geralmente, solicita-se creatinina e ureia antes de iniciar o tratamento, a cada 2 semanas no primeiro mês após ajustes de dose, e mensalmente ou a cada 2-3 meses durante a manutenção estável.
Além da função renal, deve-se monitorar a pressão arterial (risco de hipertensão), níveis lipídicos (hiperlipidemia), potássio (risco de hipercalemia) e função hepática.
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