CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
As figuras abaixo representam manifestações clínicas de uma mesma doença. O diagnóstico mais provável é:
Behçet = Úlceras orais/genitais + Uveíte não granulomatosa (hipópio móvel).
A Doença de Behçet é uma vasculite multissistêmica que se manifesta classicamente com aftas recorrentes e uveíte bilateral, frequentemente com hipópio que muda de posição.
A Doença de Behçet é uma causa importante de cegueira em países da 'Rota da Seda'. A inflamação ocular é tipicamente não granulomatosa e explosiva. O manejo exige uma abordagem multidisciplinar entre oftalmologistas e reumatologistas, visando o controle da inflamação sistêmica para prevenir danos estruturais oculares irreversíveis.
O diagnóstico é clínico, baseado na presença de úlceras orais recorrentes (pelo menos 3 vezes em um ano) associadas a pelo menos dois dos seguintes: úlceras genitais recorrentes, lesões oculares (uveíte ou vasculite), lesões cutâneas ou teste de patergia positivo.
É tipicamente uma panuveíte bilateral e recorrente. Uma característica marcante é o hipópio 'móvel' ou 'fugaz' na câmara anterior, que se desloca com a posição da cabeça. No segmento posterior, observa-se vasculite retiniana (periarterite e periflebite) e edema macular.
Sem tratamento agressivo com imunossupressores, o prognóstico é reservado devido a surtos recorrentes de vasculite que levam à atrofia óptica e isquemia retiniana. O uso de biológicos (anti-TNF) revolucionou o manejo da doença ocular grave.
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