Doença de Behçet: Manifestações no Segmento Anterior

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Estas alterações no segmento anterior, observadas na figura abaixo, são típicas em qual das condições?

Alternativas

  1. A) Doença de Behçet
  2. B) Doença de Harada
  3. C) Coloboma de íris
  4. D) Síndrome de pseudoesfoliação

Pérola Clínica

Hipópio móvel + Uveíte anterior não granulomatosa → Altamente sugestivo de Doença de Behçet.

Resumo-Chave

A Doença de Behçet manifesta-se ocularmente como uma panuveíte recidivante, caracterizada por hipópio estéril que muda de posição com a cabeça do paciente.

Contexto Educacional

A Doença de Behçet é uma vasculite multissistêmica de etiologia desconhecida, mais comum em populações da 'Rota da Seda'. No olho, a manifestação clássica é uma panuveíte bilateral e assimétrica. No segmento anterior, observa-se uma uveíte não granulomatosa com hipópio transitório. No segmento posterior, a vasculite retiniana (especialmente de vênulas) é a característica mais grave, podendo causar hemorragias, isquemia e atrofia óptica. O tratamento envolve corticosteroides para crises agudas e agentes imunomoduladores (como azatioprina, ciclosporina ou anti-TNF) para manutenção e prevenção de recidivas.

Perguntas Frequentes

O que define o hipópio 'móvel' na Doença de Behçet?

Diferente de outras uveítes onde o hipópio pode ser denso e fixo, na Behçet ele é formado por células inflamatórias que não se agregam fortemente, permitindo que o nível de hipópio se desloque rapidamente conforme a inclinação da cabeça do paciente.

Quais são os critérios diagnósticos sistêmicos da Doença de Behçet?

O critério principal é a presença de aftas orais recorrentes (pelo menos 3 vezes em um ano), associadas a pelo menos dois dos seguintes: úlceras genitais recorrentes, lesões oculares (uveíte ou vasculite), lesões cutâneas (eritema nodoso ou pseudofoliculite) ou teste de patergia positivo.

Qual o prognóstico visual da uveíte na Doença de Behçet?

Sem tratamento agressivo com imunossupressores, o prognóstico é reservado devido a episódios recorrentes de vasculite retiniana, oclusões vasculares e edema macular, que podem levar à cegueira irreversível.

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