Manejo da Vasculite Retiniana na Doença de Behçet

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

O paciente da questão anterior (Paciente com quadro de doença de Behçet + vasculite com periflebite retiniana) evolui com perda visual e com estas características demonstradas nas fotos abaixo. Ao mapeamento de retina não foram observadas rupturas ou rasgões de retina. Qual a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Biópsia vítrea diagnóstica
  2. B) Vitrectomia posterior via pars plana com implante intraocular de óleo de silicone
  3. C) Injeção intravítrea de antiangiogênico
  4. D) Medicar com corticoide sistêmico e observar evolução

Pérola Clínica

Behçet + Vasculite ativa (sem ruptura) → Corticoterapia sistêmica + Imunossupressão.

Resumo-Chave

Na Doença de Behçet com vasculite retiniana ativa e perda visual, a conduta prioritária é o controle da inflamação sistêmica com corticoides, desde que descartadas complicações cirúrgicas.

Contexto Educacional

A Doença de Behçet é uma vasculite multissistêmica idiopática. O acometimento ocular ocorre em cerca de 70% dos pacientes e é uma das principais causas de morbidade. A perda visual súbita em um contexto de vasculite ativa sem descolamento de retina sugere isquemia ou inflamação vítrea intensa. O tratamento padrão-ouro envolve o uso de corticosteroides em altas doses para controle da crise, seguido de imunomodulação para evitar recidivas que causam dano cumulativo à retina.

Perguntas Frequentes

Quais as principais características da vasculite no Behçet?

A Doença de Behçet causa uma vasculite oclusiva que afeta tanto artérias quanto veias (periflebite). Clinicamente, manifesta-se com embainhamento vascular, hemorragias retinianas, edema macular e áreas de não-perfusão capilar, podendo levar a episódios recorrentes de uveíte posterior grave.

Quando a cirurgia é indicada na vasculite por Behçet?

A cirurgia (vitrectomia) é reservada para complicações como hemorragia vítrea persistente, descolamento de retina tracional ou formação de membranas epirretinianas. Na fase inflamatória aguda, sem rupturas, o tratamento é eminentemente clínico.

Qual o papel dos imunossupressores no Behçet ocular?

Como o Behçet ocular tem um curso recorrente e potencialmente devastador, o uso de agentes poupadores de corticoide (como azatioprina, ciclosporina ou biológicos anti-TNF) é frequentemente necessário para manter a remissão e prevenir a cegueira a longo prazo.

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