FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Paciente de 65 anos, diabético e hipertenso, realiza consulta admissional no ambulatório de clínica médica para seguimento de suas morbidades. Faz uso regular de metformina 1,5g ao dia, enalapril 10mg ao dia e sinvastatina 40mg ao dia. Nega episódios de dor torácica, eventos cardiovasculares ou cerebrovasculares. Reporta pais falecidos por infarto agudo do miocárdio após os 70 anos de idade. Assinale, dentre as alternativas abaixo, a mais adequada opção para triagem de doença aterosclerótica sub-clínica:
Triagem de aterosclerose subclínica em pacientes de alto risco → US doppler de carótidas ou escore de cálcio coronariano.
Em pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como idade avançada, diabetes e hipertensão, a busca por doença aterosclerótica subclínica é crucial para estratificação de risco e otimização da prevenção primária. O US doppler de carótidas é uma ferramenta não invasiva eficaz para detectar placas ateroscleróticas e espessamento da camada íntima-média, indicando a presença de aterosclerose sistêmica.
A doença aterosclerótica é um processo progressivo que pode permanecer assintomático por muitos anos antes de se manifestar como eventos cardiovasculares graves, como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral. A identificação precoce da aterosclerose subclínica em pacientes de alto risco é crucial para a prevenção primária, permitindo intervenções mais agressivas nos fatores de risco e, potencialmente, o uso de medicamentos para retardar a progressão da doença. Pacientes com diabetes, hipertensão, dislipidemia e histórico familiar são particularmente vulneráveis. Entre as ferramentas de triagem para aterosclerose subclínica, o ultrassom Doppler de carótidas se destaca por ser não invasivo, acessível e capaz de detectar o espessamento da camada íntima-média e a presença de placas ateroscleróticas. Esses achados são preditores independentes de eventos cardiovasculares futuros. Outras opções incluem o escore de cálcio coronariano, que quantifica a calcificação nas artérias coronárias, e o índice tornozelo-braquial, que avalia a doença arterial periférica. A escolha do método depende da disponibilidade, custo e perfil de risco do paciente. A interpretação dos resultados da triagem deve levar à otimização do tratamento dos fatores de risco, como controle rigoroso da glicemia, pressão arterial e lipídios, além de incentivo a mudanças no estilo de vida. Para residentes, compreender a importância e os métodos de triagem da aterosclerose subclínica é fundamental para uma prática clínica orientada para a prevenção e para a redução da morbimortalidade cardiovascular.
A triagem de doença aterosclerótica subclínica é fundamental para identificar pacientes com alto risco de eventos cardiovasculares antes que desenvolvam sintomas. Isso permite uma estratificação de risco mais precisa e a intensificação das medidas de prevenção primária, como otimização do controle de fatores de risco e, em alguns casos, início de terapias específicas.
Os principais métodos incluem o ultrassom Doppler de carótidas para avaliar a espessura da camada íntima-média e a presença de placas, o escore de cálcio coronariano (ECC) por tomografia computadorizada para quantificar a calcificação nas artérias coronárias, e o índice tornozelo-braquial (ITB) para detectar doença arterial periférica.
O US Doppler de carótidas é uma opção adequada para triagem em pacientes assintomáticos com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como idade avançada, diabetes, hipertensão, dislipidemia e histórico familiar de doença cardiovascular precoce. Ele fornece informações sobre a presença e extensão da aterosclerose, que é um marcador de risco sistêmico.
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