Doença Arterial Periférica: Diagnóstico e Sinais Clínicos

ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 53 anos, diabético, fumante, relata dor na perna ao caminhar, nos últimos 4 meses. Refere cãibra em ambas as panturrilhas quando caminha. Afirma que as dores são piores na panturrilha esquerda em comparação com a direita e que elas cessam quando ele para de andar. Observou que a distância de início da dor é mais limitada em uma inclinação ou em escadas. Ao exame físico, observa se membros inferiores pálidos, frios, pulso tibial posterior e fibular diminuídos à direita e ausentes à esquerda, com pulso poplíteo mais fraco em comparação com o da perna direita; dor à palpação muscular de panturrilhas; teleangectasias bilaterais. Frente ao caso clínico exposto, assinalar a alternativa que apresenta o provável diagnóstico desse caso:

Alternativas

  1. A) Dor osteomuscular.
  2. B) Insuficiência venosa periférica.
  3. C) Doença arterial periférica.
  4. D) Osteoartrite.
  5. E) Lombociatalgia.

Pérola Clínica

Claudicação intermitente + fatores de risco cardiovasculares + pulsos periféricos ausentes/diminuídos = Doença Arterial Periférica (DAP).

Resumo-Chave

A Doença Arterial Periférica (DAP) é caracterizada por isquemia dos membros inferiores, manifestando-se classicamente como claudicação intermitente. A presença de fatores de risco como diabetes e tabagismo, associada a achados de exame físico como pulsos diminuídos ou ausentes, palidez e frialdade, são altamente sugestivos do diagnóstico.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando as artérias dos membros inferiores. Sua prevalência aumenta com a idade e é significativamente maior em indivíduos com fatores de risco cardiovasculares. É uma condição importante, pois pode levar à isquemia crítica do membro, amputações e é um marcador de risco para eventos cardiovasculares maiores (infarto e AVC). A fisiopatologia da DAP envolve o estreitamento e endurecimento das artérias devido à formação de placas ateroscleróticas, que reduzem o fluxo sanguíneo para os músculos dos membros inferiores. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de claudicação intermitente e nos achados do exame físico, como pulsos diminuídos ou ausentes, palidez e frialdade. O Índice Tornozelo-Braquial (ITB) é um método diagnóstico não invasivo e de baixo custo que confirma a presença da doença. O tratamento da DAP visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco cardiovascular. Inclui modificação dos fatores de risco (cessação do tabagismo, controle de diabetes, hipertensão e dislipidemia), terapia antiplaquetária (aspirina ou clopidogrel), exercícios supervisionados e, em casos selecionados, revascularização (endovascular ou cirúrgica). O prognóstico depende da extensão da doença e do controle dos fatores de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Doença Arterial Periférica (DAP)?

O sintoma clássico da DAP é a claudicação intermitente, que é uma dor tipo cãibra nos músculos da perna ou coxa que surge com o exercício e melhora com o repouso. Outros sintomas incluem dor em repouso (em casos avançados), parestesias e úlceras que não cicatrizam.

Quais fatores de risco estão associados à Doença Arterial Periférica?

Os principais fatores de risco para DAP são diabetes mellitus, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, idade avançada e histórico familiar de doença cardiovascular. O tabagismo e o diabetes são particularmente potentes.

Como o exame físico auxilia no diagnóstico da DAP?

O exame físico é crucial e pode revelar pulsos periféricos diminuídos ou ausentes, sopros arteriais, palidez e frialdade do membro afetado, perda de pelos, unhas espessas e brilhantes, e atrofia muscular. A avaliação dos pulsos (femoral, poplíteo, tibial posterior e dorsal do pé) é fundamental.

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