SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 78 anos, procurou uma UPA com queixa de dor em todo o pé esquerdo, de moderada intensidade, além de pequeno ferimento que ocorreu há cerca de 20 dias após um pequeno incidente doméstico (esbarrou na quina de um móvel) e ainda não cicatrizou. Faz uso de medicações para tratamento clínico para dislipidemia e hipertensão arterial sistêmica. É tabagista há 30 anos, com um consumo estimado de 10 cigarros ao dia. Nega tratamento para diabetes. Nega sintomas de claudicação intermitente. Ao exame, apresentava-se com taquicardia leve e pulso irregular, os pulsos femoral e poplíteo à esquerda não eram palpáveis e havia um ferimento superficial de 0,5 cm em dorso do 4o pododáctilo esquerdo, sem sinais de gangrena. Com base na situação clínica exposta, qual dos achados abaixo é indicativo de encaminhamento a um serviço de cirurgia vascular?
Ausência de pulsos femorais/poplíteos + ferida não cicatrizada + fatores de risco vascular → Isquemia crítica de membro, encaminhar cirurgia vascular.
A ausência de pulsos femorais e poplíteos, combinada com um ferimento que não cicatriza em um paciente com múltiplos fatores de risco para doença arterial periférica, indica isquemia crítica de membro e a necessidade urgente de avaliação por cirurgia vascular.
A doença arterial periférica (DAP) é uma manifestação da aterosclerose que afeta as artérias dos membros, mais comumente os inferiores. É prevalente em idosos e em pacientes com fatores de risco como tabagismo, dislipidemia e hipertensão. A isquemia crítica de membro é a forma mais grave da DAP, caracterizada por dor em repouso, úlceras ou gangrena. Embora o paciente negue claudicação, a ausência de pulsos femorais e poplíteos é um achado físico alarmante, indicando obstrução arterial significativa. A presença de um ferimento que não cicatriza há 20 dias, mesmo que superficial, em um paciente com múltiplos fatores de risco, reforça a suspeita de isquemia e a necessidade de avaliação vascular. O encaminhamento a um serviço de cirurgia vascular é mandatório em casos de isquemia crítica, pois a revascularização pode ser necessária para salvar o membro, aliviar a dor e promover a cicatrização da ferida. A avaliação inclui exames como o índice tornozelo-braquial (ITB) e angiotomografia ou arteriografia para planejar a intervenção.
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, idade avançada e histórico familiar de doença cardiovascular.
A ausência de pulsos periféricos, especialmente em artérias proximais como femoral e poplítea, indica obstrução arterial significativa, que pode levar à isquemia crítica de membro, dor em repouso e úlceras de difícil cicatrização.
O encaminhamento é urgente quando há sinais de isquemia, como ausência de pulsos, dor em repouso, feridas que não cicatrizam, palidez ou cianose do membro, ou sinais de infecção grave.
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