UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 77 anos de idade, procura pela primeira vez um cirurgião vascular. Ela é hipertensa, diabética, tabagista e foi submetida a angioplastia coronariana há 3 anos. Relata que tem de parar de deambular, em decorrência de dor tipo queimação em perna esquerda a cada 120 metros, aproximadamente. Nega queixa semelhante no membro contralateral. Ao exame físico, apresenta pulso femoral e ausência de pulsos poplíteo e distais, no membro inferior esquerdo, e ausência de pulsos femoral e distais no membro inferior direito. Não há lesões tróficas. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta a ser adotada nesse caso.
Claudicação intermitente sem lesão trófica → tratamento clínico inicial com cessação tabágica e exercício.
A claudicação intermitente, na ausência de lesões tróficas ou dor em repouso, é uma manifestação de doença arterial periférica que geralmente responde bem ao tratamento clínico. Este inclui controle rigoroso dos fatores de risco, cessação do tabagismo, programa de exercícios supervisionados e antiagregação plaquetária. A revascularização é reservada para casos mais graves ou refratários.
A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando as artérias não coronarianas e não cerebrais, mais frequentemente as dos membros inferiores. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de fatores de risco cardiovasculares, como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia. A claudicação intermitente, caracterizada por dor muscular induzida por exercício e aliviada pelo repouso, é o sintoma mais comum e impacta significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico da DAP é baseado na história clínica, exame físico (avaliação de pulsos, sopros) e confirmado por métodos não invasivos, como o Índice Tornozelo-Braquial (ITB). Um ITB < 0,9 é diagnóstico. A fisiopatologia envolve a formação de placas ateroscleróticas que estreitam o lúmen arterial, limitando o fluxo sanguíneo e causando isquemia durante o esforço. É crucial suspeitar de DAP em pacientes com fatores de risco e sintomas de dor nas pernas ao caminhar. O tratamento da claudicação intermitente sem isquemia crítica é predominantemente clínico. Isso inclui modificação intensiva dos fatores de risco, com ênfase na cessação do tabagismo, controle glicêmico e pressórico, e uso de estatinas. A terapia antiplaquetária (aspirina ou clopidogrel) é fundamental para reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores. Um programa de exercícios supervisionados, especialmente caminhada, é altamente eficaz na melhora da distância de claudicação. A revascularização (endovascular ou cirúrgica) é reservada para casos de isquemia crítica ou claudicação refratária e incapacitante.
Os pilares incluem cessação do tabagismo, controle rigoroso de diabetes e hipertensão, programa de exercícios supervisionados (caminhada), e terapia antiplaquetária (ex: aspirina ou clopidogrel) para reduzir eventos cardiovasculares.
A revascularização é indicada principalmente para isquemia crítica de membros (dor em repouso, úlceras tróficas ou gangrena), claudicação limitante que não responde ao tratamento clínico otimizado e que afeta significativamente a qualidade de vida.
Os principais fatores de risco são tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, idade avançada e histórico familiar de doença cardiovascular. O tabagismo é o mais potente e modificável.
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