Doença Arterial Periférica: Local Mais Comum de Oclusão

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o local mais frequente de arteriosclerose obliterante periférica por consequência de trombose.

Alternativas

  1. A) Bifurcação aórtica.
  2. B) Bifurcação carotídea.
  3. C) Bifurcação femoral.
  4. D)  Femoral (canal dos adutores).
  5. E)  Poplítea distal.

Pérola Clínica

A artéria femoral superficial no canal dos adutores é o local mais comum de oclusão na doença arterial periférica.

Resumo-Chave

A arteriosclerose obliterante periférica afeta mais frequentemente a artéria femoral superficial, especialmente no segmento do canal dos adutores (ou canal de Hunter), sendo a principal causa de claudicação intermitente.

Contexto Educacional

A arteriosclerose obliterante periférica, também conhecida como Doença Arterial Periférica (DAP), é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica que afeta as artérias dos membros inferiores, levando à redução do fluxo sanguíneo. É uma condição progressiva e crônica, com alta morbidade e mortalidade, frequentemente associada a eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. A prevalência aumenta com a idade e com a presença de fatores de risco como tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão e dislipidemia. A localização mais frequente das lesões ateroscleróticas que causam oclusão na DAP é a artéria femoral superficial, particularmente no segmento que atravessa o canal dos adutores (ou canal de Hunter). Outras áreas comuns incluem as artérias poplíteas e tibiais. A oclusão nessas artérias leva à isquemia dos músculos da panturrilha e pé, resultando no sintoma clássico de claudicação intermitente, que é dor muscular induzida pelo exercício e aliviada pelo repouso. O diagnóstico da DAP é feito pela história clínica, exame físico (palpação de pulsos, ausculta de sopros, inspeção de pele e anexos) e exames complementares como o índice tornozelo-braquial (ITB), ultrassonografia Doppler e, em casos selecionados, angiotomografia ou angiografia. O tratamento visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco cardiovascular. Inclui modificação dos fatores de risco, exercícios físicos supervisionados, medicamentos antiplaquetários e, em casos mais avançados, revascularização por angioplastia ou cirurgia.

Perguntas Frequentes

Qual a artéria mais frequentemente acometida pela arteriosclerose obliterante periférica?

A artéria mais frequentemente acometida pela arteriosclerose obliterante periférica é a artéria femoral superficial, especialmente no segmento que passa pelo canal dos adutores.

Quais são os sintomas da doença arterial periférica?

O sintoma mais comum da doença arterial periférica é a claudicação intermitente, dor muscular nas pernas que ocorre com o exercício e alivia com o repouso, mas pode evoluir para dor em repouso e lesões tróficas.

Quais são os fatores de risco para a doença arterial periférica?

Os principais fatores de risco para a doença arterial periférica incluem tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e idade avançada.

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