CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
Homem de 67 anos, procura atendimento com queixa de dor nas pernas. Relata que sempre teve dor ao final do dia, contudo, há 4 meses vem notando dor ao caminhar, que o obriga a parar por alguns minutos antes de prosseguir no seu caminho para o trabalho. Tabagista desde os 15 anos. Nega hipertensão ou diabetes. Ao exame físico, notamse veias varicosas em ambos os membros inferiores, presença de dermatite ocre bilateral, edema discreto bilateral. Pulsos pediosos e tibiais não palpáveis. Sinal de Bancroft e Homans negativos. Com base no quadro clínico, qual é a melhor conduta para tratar a causa da dor deste paciente?
Claudicação intermitente + pulsos ausentes → DAP. Tratamento = Cilostazol, estatina, exercício, cessar tabagismo.
O paciente apresenta sinais clássicos de doença arterial periférica (claudicação intermitente, pulsos ausentes) agravada pelo tabagismo. A conduta visa melhorar a perfusão (Cilostazol), controlar fatores de risco (estatina, cessação tabagismo) e promover circulação colateral (exercício).
A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, caracterizada pela obstrução das artérias dos membros inferiores. Afeta principalmente idosos e indivíduos com fatores de risco cardiovascular, como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia. Sua prevalência é significativa e subestimada, sendo uma causa importante de morbidade e mortalidade cardiovascular. A fisiopatologia envolve a formação de placas ateroscleróticas que reduzem o fluxo sanguíneo para os membros. O diagnóstico é clínico, baseado na história de claudicação intermitente e exame físico com pulsos diminuídos ou ausentes, sopros e alterações tróficas. O índice tornozelo-braquial (ITB) é um método diagnóstico não invasivo fundamental. A suspeita deve surgir em pacientes com dor nas pernas ao esforço que melhora com repouso. O tratamento da DAP é multifacetado, visando aliviar sintomas, prevenir progressão da doença e reduzir eventos cardiovasculares. Inclui modificação do estilo de vida (cessação do tabagismo, exercício físico supervisionado), controle rigoroso dos fatores de risco (estatinas para dislipidemia, anti-hipertensivos, controle glicêmico) e terapia farmacológica (Cilostazol para claudicação). Em casos selecionados, intervenções endovasculares ou cirúrgicas podem ser necessárias.
Os principais sintomas incluem claudicação intermitente (dor nas pernas ao caminhar que alivia com repouso), dor em repouso em casos avançados, e alterações tróficas na pele, como úlceras e necrose.
O Cilostazol é um inibidor da fosfodiesterase 3 que promove vasodilatação e inibição da agregação plaquetária, sendo indicado para melhorar a distância de caminhada em pacientes com claudicação intermitente.
O tabagismo é o principal fator de risco modificável para a DAP, acelerando a aterosclerose e piorando a progressão da doença. Cessar o tabagismo é fundamental para reduzir eventos cardiovasculares e melhorar o prognóstico.
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