Doença Vascular Periférica: Fatores de Risco e Manejo

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020

Enunciado

Em relação a doença vascular periférica, está incorreto:

Alternativas

  1. A) A causa mais comum é a aterosclerose, a maioria dos pacientes é assintomática e os pacientes precisam de um controle agressivo do fator de risco.
  2. B) A patência em longo prazo da revascularização de membro inferior deve ser monitorada por meio de um programa de vigilância.
  3. C) A terapia de primeira linha para pacientes com claudicação limitante do estilo de vida é um programa de exercícios supervisionado de 12 semanas e medicamentos. A revascularização deve ser considerada se houver falha dessas terapias, ou se apresentem dor em repouso e/ou lesão trófica que não cicatrize.
  4. D) O óbito decorrente de causa cardíaca apresenta um risco relativo de 3 a 6 em pacientes com doença vascular periférica.
  5. E) Como fatores de risco comprovados para promoção da aterosclerose estão: tabagismo, diabetes, hipertensão, proteína C elevada, obesidade, atividade física regular.

Pérola Clínica

Fatores de risco aterosclerose: tabagismo, diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade, *sedentarismo*. Atividade física regular é PROTETORA.

Resumo-Chave

A doença arterial periférica (DAP) é uma manifestação da aterosclerose sistêmica, com alta associação a eventos cardiovasculares. O controle agressivo dos fatores de risco é crucial. A atividade física regular é um fator protetor contra a aterosclerose, e não um fator de risco.

Contexto Educacional

A doença arterial periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, caracterizada pelo estreitamento das artérias que irrigam os membros, mais frequentemente os inferiores. É uma condição de alta prevalência, especialmente em idosos e pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular, e está fortemente associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares maiores, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A fisiopatologia da DAP é a aterosclerose, um processo inflamatório crônico que leva à formação de placas nas paredes arteriais. O diagnóstico é feito pela história clínica (claudicação intermitente, dor em repouso), exame físico (pulsos diminuídos, alterações tróficas) e exames complementares como o índice tornozelo-braquial (ITB). A maioria dos pacientes é assintomática, o que ressalta a importância do rastreamento em grupos de risco. O tratamento da DAP envolve um controle agressivo dos fatores de risco (cessação do tabagismo, controle de diabetes, hipertensão e dislipidemia), terapia medicamentosa (antiplaquetários, estatinas) e um programa de exercícios supervisionado para claudicação. A revascularização (endovascular ou cirúrgica) é reservada para casos refratários ou com isquemia crítica do membro. É crucial entender que a atividade física regular é um fator protetor cardiovascular, e não um fator de risco para aterosclerose.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para a doença arterial periférica (DAP)?

Os principais fatores de risco para DAP são tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, idade avançada, obesidade e sedentarismo. A atividade física regular é um fator protetor.

Qual a importância do controle agressivo dos fatores de risco na DAP?

O controle agressivo dos fatores de risco é fundamental para retardar a progressão da aterosclerose, reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores (infarto, AVC) e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DAP, prevenindo complicações graves.

Quando a revascularização é indicada para pacientes com claudicação intermitente?

A revascularização é geralmente considerada quando a claudicação intermitente é limitante do estilo de vida e falha em responder a um programa de exercícios supervisionado e terapia medicamentosa, ou em casos de dor em repouso e lesões tróficas não cicatrizantes.

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