Doença Arterial Periférica: Manejo da Claudicação Intermitente

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020

Enunciado

Um homem com 60 anos de idade comparece à Unidade Básica de Saúde para atendimento, relatando que, ao realizar caminhadas, sente dor no membro inferior direito que o obriga a parar a cada 4 ou 5 quarteirões. Apresenta como fatores de risco à saúde ser tabagista, com consumo de 20 maços-ano, obesidade, hipercolesterolemia, hipertensão arterial e diabete melito, que afirma tratar de forma irregular. Traz um eco-Doppler arterial que evidencia estenose moderada (entre 20 e 49%) do segmento aortoilíaco direito. Nesse caso, a conduta médica adequada é

Alternativas

  1. A) encaminhar ao pronto-socorro para avaliação urgente com especialista.
  2. B) orientar e tratar os fatores de risco e encaminhar para avaliação eletiva com especialista.
  3. C) orientar e tratar os fatores de risco, prescrever aspirina para prevenir doença tromboembólica arterial.
  4. D) solicitar angiografia por tomografia ou ressonância magnética para descartar tromboangeíte obliterante de Buerger.

Pérola Clínica

Claudicação intermitente + fatores de risco → controle clínico rigoroso + encaminhamento eletivo ao especialista.

Resumo-Chave

A claudicação intermitente, mesmo com estenose moderada, inicialmente requer manejo clínico intensivo dos fatores de risco cardiovasculares. O encaminhamento ao especialista é eletivo para acompanhamento e eventual intervenção se a doença progredir ou os sintomas forem refratários ao tratamento conservador.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando as artérias dos membros, mais frequentemente os inferiores. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de fatores de risco cardiovasculares, como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia. A claudicação intermitente, caracterizada por dor muscular induzida por exercício e aliviada pelo repouso, é o sintoma mais comum e um marcador de risco cardiovascular aumentado. O diagnóstico da DAP é clínico, complementado por exames como o índice tornozelo-braquial (ITB) e o eco-Doppler arterial, que avalia a presença e o grau de estenose. A fisiopatologia envolve o estreitamento progressivo das artérias devido à formação de placas ateroscleróticas, que reduzem o fluxo sanguíneo e causam isquemia durante o esforço. É crucial suspeitar de DAP em pacientes com fatores de risco e sintomas de dor em membros inferiores. O tratamento da DAP visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e, principalmente, reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores (infarto, AVC) e de perda de membro. A conduta inicial é sempre clínica, focando na modificação agressiva dos fatores de risco (cessação do tabagismo, controle glicêmico, pressórico e lipídico), programa de exercícios supervisionados e, em alguns casos, farmacoterapia (antiagregantes plaquetários como aspirina, cilostazol). A revascularização (cirúrgica ou endovascular) é reservada para casos de claudicação limitante refratária ou isquemia crítica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para Doença Arterial Periférica (DAP)?

Os principais fatores de risco para DAP incluem tabagismo, diabetes melito, hipertensão arterial, dislipidemia (hipercolesterolemia) e idade avançada. O controle rigoroso desses fatores é crucial.

Qual a conduta inicial para claudicação intermitente com estenose moderada?

A conduta inicial envolve orientação para cessação do tabagismo, controle intensivo da glicemia, pressão arterial e colesterol, além de programa de exercícios supervisionados. O encaminhamento ao especialista é eletivo.

Quando a intervenção cirúrgica ou endovascular é indicada na Doença Arterial Periférica?

A intervenção é geralmente considerada quando a claudicação é limitante e refratária ao tratamento clínico, ou em casos de isquemia crítica de membro, como dor em repouso ou lesões tróficas.

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