Doença Arterial Periférica: Diagnóstico e Tratamento Clínico

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019

Enunciado

Um paciente de 62 anos de idade, tabagista, diabético, foi ao consultório médico por apresentar claudicação intermitente há um ano, com piora progressiva nesse período. Ao exame físico, observa-se pulso poplíteo (++), tibial posterior (+) e pedioso (+) presentes em membro inferior direito, mas ausentes em membro inferior esquerdo. Encontrava-se pálido e com redução de temperatura. Com relação a esse caso hipotético, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A arteriografia é o exame inicial de escolha para estabelecer o diagnóstico do paciente. 
  2. B) A pentoxifilina pode trazer benefícios no tratamento clínico do paciente devido ao mecanismo inicial de inibição da fosfodiesterase.
  3. C) O uso de vasodilatadores tem grande eficácia no tratamento da claudicação intermitente do paciente.
  4. D) A angioplastia tem pouca eficácia na resolução das estenoses arteriais periféricas.
  5. E) A angiorressonância é um exame com limitações para se programar o tratamento subsequente para o paciente.

Pérola Clínica

Claudicação intermitente + pulsos ausentes → Doença Arterial Periférica. Pentoxifilina é opção clínica.

Resumo-Chave

A claudicação intermitente é um sintoma chave da Doença Arterial Periférica (DAP), especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo e diabetes. A avaliação dos pulsos é fundamental no exame físico. A pentoxifilina, um inibidor da fosfodiesterase, melhora a deformabilidade dos eritrócitos e reduz a viscosidade sanguínea, sendo uma opção para tratamento clínico da claudicação.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando as artérias dos membros, mais frequentemente os inferiores. Sua prevalência aumenta com a idade e é significativamente maior em tabagistas e diabéticos, sendo um importante marcador de risco cardiovascular. A claudicação intermitente, dor muscular induzida por exercício e aliviada pelo repouso, é o sintoma clássico e indica isquemia tecidual. O diagnóstico da DAP é primariamente clínico, baseado na história de claudicação e no exame físico com avaliação dos pulsos periféricos e inspeção dos membros. Exames complementares não invasivos, como o índice tornozelo-braquial (ITB), ultrassom Doppler e angiotomografia/angiorressonância, são cruciais para confirmar o diagnóstico, localizar as lesões e avaliar a gravidade, orientando o plano terapêutico. O tratamento da DAP envolve modificação dos fatores de risco (cessação do tabagismo, controle de diabetes e hipertensão), exercícios físicos supervisionados e terapia farmacológica. Medicamentos como a pentoxifilina e o cilostazol podem melhorar a distância de caminhada em pacientes com claudicação. A revascularização (endovascular ou cirúrgica) é indicada para casos refratários ao tratamento clínico ou com isquemia crítica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para Doença Arterial Periférica (DAP)?

Os principais fatores de risco incluem tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e idade avançada. A presença de múltiplos fatores aumenta significativamente o risco.

Qual o papel da pentoxifilina no tratamento da claudicação intermitente?

A pentoxifilina atua melhorando a flexibilidade dos eritrócitos e reduzindo a viscosidade sanguínea, o que facilita o fluxo sanguíneo em vasos estreitados e pode aliviar os sintomas da claudicação intermitente.

Quais exames são indicados para o diagnóstico inicial da Doença Arterial Periférica?

O diagnóstico inicial da DAP é feito clinicamente e confirmado por exames não invasivos, como o índice tornozelo-braquial (ITB) e o ultrassom Doppler. A arteriografia é reservada para planejamento de revascularização.

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