Doença Arterial Periférica: Diagnóstico e Fatores de Risco

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 60 anos, obeso, diabético e fumante apresenta quadro de dor na perna direita relacionada a deambulação. Ao exame, pulso pedioso presente, mas fraco. Apresenta antecedente de Infarto Agudo do Miocárdio há 6 meses. Em relação ao diagnóstico mais provável, qual das alternativas abaixo é a correta?

Alternativas

  1. A) Síndrome compartimental.
  2. B) Oclusão arterial do segmento femoropoplíteo.
  3. C) Varizes de membros inferiores.
  4. D) Doença de Raynaud.

Pérola Clínica

Dor em membro inferior ao deambular (claudicação) + fatores de risco CV + pulsos periféricos alterados → Doença Arterial Periférica.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor na perna relacionada à deambulação (claudicação intermitente) em um paciente com múltiplos fatores de risco cardiovascular (obesidade, diabetes, tabagismo, IAM prévio) e pulso pedioso fraco é altamente sugestivo de Doença Arterial Periférica (DAP) por aterosclerose. A oclusão do segmento femoropoplíteo é uma localização comum para essa condição.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação da aterosclerose sistêmica, caracterizada pelo estreitamento ou oclusão das artérias que irrigam os membros, mais comumente os inferiores. Afeta milhões de pessoas globalmente, com prevalência crescente em idosos e naqueles com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como diabetes, tabagismo, hipertensão e dislipidemia. A claudicação intermitente é o sintoma mais comum, impactando significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico da DAP é fortemente sugerido pela história clínica de claudicação intermitente e pelo exame físico, que pode revelar pulsos periféricos diminuídos ou ausentes, sopros arteriais, alterações tróficas na pele e diminuição da temperatura. A oclusão do segmento femoropoplíteo é uma localização frequente de lesões ateroscleróticas. A presença de um pulso pedioso fraco, mesmo que presente, é um sinal de alerta. O manejo da DAP envolve modificação dos fatores de risco (cessação do tabagismo, controle glicêmico e lipídico), terapia antiplaquetária, programas de exercícios supervisionados e, em casos selecionados, intervenções de revascularização (angioplastia com stent ou cirurgia). O prognóstico está diretamente ligado ao controle dos fatores de risco e à prevenção de eventos cardiovasculares maiores.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para doença arterial periférica?

Os principais fatores de risco incluem tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, obesidade, idade avançada e histórico familiar de doença cardiovascular.

Como a claudicação intermitente se manifesta e qual sua importância diagnóstica?

A claudicação intermitente é uma dor, cãibra ou fadiga muscular que ocorre durante o exercício e alivia com o repouso. É o sintoma clássico da doença arterial periférica e indica isquemia muscular devido à obstrução arterial.

Quais exames complementares são úteis para confirmar o diagnóstico de doença arterial periférica?

O índice tornozelo-braquial (ITB) é o exame de triagem inicial. Ultrassom Doppler arterial e angiotomografia ou angioressonância são utilizados para localizar e caracterizar as lesões.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo