CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
A oclusão arterial crônica dos membros inferiores é patologia vascular progressiva, debilitante e com incidência crescente com a idade. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA: I. A principal expressão clínica é a claudicação intermitente, podendo ser associada a alteração de fâneros, atrofia muscular e diminuição da amplitude dos pulsos periféricos. II. O tabagismo acentuado é causa frequente, principalmente quando associado a diabetes e dislipidemias, sendo essencial a sua interrupção para o tratamento adequado. III. Podemos observar a associação de claudicação inicialmente em musculatura da coxa e glúteos e impotência sexual em homens. IV. A gangrena é complicação grave e pode evoluir para amputação. V. Endarterectomias, enxertos arteriais e angioplastia transluminal são opções de tratamento cirúrgico.
Oclusão arterial crônica membros inferiores: Claudicação intermitente, fatores de risco (tabagismo, DM), Síndrome de Leriche (claudicação glútea + impotência), gangrena e opções cirúrgicas. Todas as afirmativas são corretas.
Todas as afirmativas apresentadas são corretas. A oclusão arterial crônica dos membros inferiores (DAP) manifesta-se por claudicação intermitente, sinais tróficos e pulsos diminuídos. O tabagismo é o principal fator de risco. A Síndrome de Leriche é uma apresentação específica de oclusão aorto-ilíaca, com claudicação de glúteos/coxa e impotência. A gangrena é uma complicação grave, e há diversas opções de tratamento cirúrgico.
A oclusão arterial crônica dos membros inferiores, ou Doença Arterial Periférica (DAP), é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, caracterizada pela redução do fluxo sanguíneo para as extremidades. Sua incidência aumenta com a idade e é fortemente associada a fatores de risco cardiovasculares modificáveis, como tabagismo, diabetes mellitus, dislipidemia e hipertensão arterial. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir a progressão da doença e suas complicações. A principal manifestação clínica da DAP é a claudicação intermitente, dor muscular induzida pelo exercício e aliviada pelo repouso, que ocorre devido à isquemia. Outros sinais incluem alterações tróficas (perda de pelos, unhas quebradiças, pele fria e brilhante), atrofia muscular e diminuição ou ausência de pulsos periféricos. Uma apresentação específica é a Síndrome de Leriche, causada por oclusão aorto-ilíaca, que se manifesta com claudicação em glúteos e coxas, associada à impotência sexual em homens. As complicações da DAP podem ser graves, incluindo dor isquêmica em repouso, úlceras de difícil cicatrização e gangrena, que frequentemente levam à amputação. O tratamento envolve controle rigoroso dos fatores de risco, terapia farmacológica (antiagregantes plaquetários, cilostazol) e, em casos selecionados, intervenções cirúrgicas ou endovasculares. As opções cirúrgicas incluem endarterectomias (remoção da placa aterosclerótica), enxertos arteriais (pontes) e angioplastia transluminal com ou sem stent, visando restaurar o fluxo sanguíneo e aliviar os sintomas.
A DAP é classificada pela escala de Fontaine ou Rutherford. Fontaine: I (assintomático), II (claudicação intermitente), III (dor em repouso), IV (lesões tróficas/gangrena). Rutherford é mais detalhada, com 7 categorias.
O ITB é um método simples e não invasivo para rastrear e diagnosticar a DAP. Um ITB < 0,9 é diagnóstico de DAP, enquanto valores < 0,4 indicam doença grave.
As medidas não farmacológicas incluem cessação do tabagismo (essencial), controle rigoroso de diabetes e dislipidemia, prática de exercícios físicos supervisionados (caminhada) para melhorar a distância de claudicação, e cuidados com os pés para prevenir lesões.
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