Doença Arterial Periférica: Manejo da Claudicação Intermitente

HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Homem, 58 anos, hipertenso e tabagista, refere dor na panturrilha direita após caminhar 200 metros que melhora com o repouso. Exame clínico com pulso femoral presente e pulsos poplíteo e distais ausentes. O índice tornozelo braquial é de 0,60. Assinale a alternativa com a conduta correta:

Alternativas

  1. A) Arteriografia para programar o tratamento cirúrgico.
  2. B) Angiotomografia para diagnosticar fontes emboligênicas e programar a revascularização.
  3. C) Arteriografia e anticoagulação com dabigatrana.
  4. D) Modificação dos fatores de risco, exercícios físicos programados e aquecimento do pé e tratamento medicamentoso.

Pérola Clínica

DAP: Claudicação intermitente + ITB < 0.9 → Manejo conservador inicial (exercício, FR, medicação).

Resumo-Chave

O caso descreve claudicação intermitente típica e ITB reduzido, confirmando Doença Arterial Periférica. A conduta inicial para DAP sintomática sem isquemia crítica é conservadora, focando em modificação de fatores de risco, programa de exercícios supervisionados e terapia medicamentosa para alívio dos sintomas e prevenção de eventos cardiovasculares.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando as artérias dos membros, mais frequentemente os inferiores. Sua prevalência aumenta com a idade e é fortemente associada a fatores de risco cardiovasculares como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia. A claudicação intermitente, caracterizada por dor muscular induzida por exercício e aliviada pelo repouso, é o sintoma clássico e representa um estágio da doença. O diagnóstico da DAP é clínico, baseado na história e exame físico (pulsos diminuídos ou ausentes), e confirmado por métodos não invasivos, sendo o Índice Tornozelo Braquial (ITB) o mais utilizado. Um ITB < 0,9 é diagnóstico de DAP. A fisiopatologia envolve a formação de placas ateroscleróticas que estreitam o lúmen arterial, comprometendo o fluxo sanguíneo e causando isquemia durante o esforço. O tratamento inicial para claudicação intermitente é conservador, com modificação intensiva dos fatores de risco (cessação do tabagismo, controle glicêmico e pressórico, estatinas), programa de exercícios físicos supervisionados e terapia medicamentosa (cilostazol para sintomas, antiagregantes plaquetários para prevenção de eventos cardiovasculares). A revascularização (cirúrgica ou endovascular) é reservada para casos de isquemia crítica de membro ou claudicação grave e refratária ao tratamento clínico otimizado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para Doença Arterial Periférica?

Os principais fatores de risco incluem tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia e idade avançada. A cessação do tabagismo é a medida mais impactante.

Qual o significado de um Índice Tornozelo Braquial de 0,60?

Um ITB de 0,60 indica doença arterial periférica moderada a grave, confirmando a presença de obstrução arterial significativa nos membros inferiores. Valores normais são entre 0,9 e 1,3.

Quando a revascularização é indicada na Doença Arterial Periférica?

A revascularização é geralmente indicada para pacientes com isquemia crítica de membro (dor em repouso, úlceras tróficas, gangrena) ou claudicação intermitente grave e refratária ao tratamento conservador que limita significativamente a qualidade de vida.

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