Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022
Sobre a doença arterial obstrutiva periférica, assinale a alternativa correta.
DAOP: Controle da hipertensão com IECA reduz mortalidade cardiovascular em ~25%, sendo pilar do tratamento clínico.
O controle rigoroso da hipertensão arterial é um pilar fundamental no tratamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), e o uso de inibidores da ECA (IECA) tem demonstrado reduzir a mortalidade cardiovascular em aproximadamente 25% nesses pacientes. Essa abordagem visa não apenas o controle pressórico, mas também a proteção vascular e renal, impactando diretamente o prognóstico.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando as artérias dos membros, mais frequentemente os inferiores. Caracteriza-se por estenose ou oclusão arterial, levando à isquemia tecidual, que pode se manifestar como claudicação intermitente, dor em repouso ou lesões tróficas. A DAOP é um marcador de alto risco cardiovascular, e seu manejo visa não apenas aliviar os sintomas, mas principalmente reduzir a morbimortalidade cardiovascular, que é significativamente elevada nesses pacientes. A fisiopatologia da DAOP está intrinsecamente ligada à aterosclerose, um processo inflamatório crônico que leva ao acúmulo de placas nas paredes arteriais. O diagnóstico é feito clinicamente (claudicação, pulsos diminuídos) e confirmado por exames como o índice tornozelo-braquial (ITB) e ultrassonografia Doppler. O tratamento é multifacetado, envolvendo modificação de estilo de vida e terapia farmacológica. A cessação do tabagismo é a intervenção mais eficaz, e o controle rigoroso de fatores de risco como diabetes, dislipidemia e hipertensão arterial é crucial. Nesse contexto, o controle da hipertensão arterial é um pilar fundamental. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) são particularmente benéficos, pois, além de controlar a pressão arterial, exercem efeitos protetores vasculares que contribuem para a redução da mortalidade cardiovascular em pacientes com DAOP em cerca de 25%. As estatinas são indicadas para todos os pacientes com DAOP, com um alvo de LDL-C < 70 mg/dL (ou até < 55 mg/dL em casos de muito alto risco), e a terapia antiplaquetária (geralmente ácido acetilsalicílico) é recomendada para reduzir eventos trombóticos. Residentes devem ter um conhecimento aprofundado dessas diretrizes para otimizar o cuidado e o prognóstico dos pacientes com DAOP.
O controle da hipertensão arterial é um dos pilares do tratamento clínico da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) porque a hipertensão é um fator de risco significativo para a progressão da aterosclerose e eventos cardiovasculares. O manejo adequado reduz o risco de infarto, AVC e mortalidade cardiovascular.
Os inibidores da ECA (IECA) são recomendados não apenas pelo seu efeito anti-hipertensivo, mas também por seus benefícios pleiotrópicos, como proteção vascular e renal. Estudos demonstram que o uso de IECA pode reduzir a mortalidade cardiovascular em pacientes com DAOP em aproximadamente 25%, independentemente do nível pressórico inicial.
Além do controle da hipertensão, outros pilares do tratamento clínico da DAOP incluem a cessação do tabagismo (o mais importante), controle da dislipidemia com estatinas (alvo LDL < 70 mg/dL para alto risco), controle do diabetes mellitus, terapia antiplaquetária (ácido acetilsalicílico ou clopidogrel) e programas de exercício supervisionado.
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