DAOP: Entenda o Papel do EcoDoppler e Classificação de Fontaine

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023

Enunciado

Sobre a doença arterial obstrutiva periférica dos membros inferiores, assinale a incorreta.

Alternativas

  1. A) A obstrução da artéria femoral superficial é encontrada em cerca da metade dos casos de distúrbios isquêmicos dos membros pélvicos. Embora a obstrução geralmente seja inicialmente unilateral, ao final de 4 anos, 75% dos pacientes desenvolvem oclusões bilaterais.
  2. B) Dos exames que permitem visibilizar a árvore circulatória, o EcoDoppler colorido é contraindicado pois tem restrição na avaliação da circulação arterial dos membros inferiores, e não faz análise qualitativa as dimensões do processo obstrutivo assim o grau de instabilidade do vaso.
  3. C) Embora a aterotrombose seja a patologia responsável pelos sintomas isquêmicos em mais de 90% dos casos, outras doenças devem ser lembradas, como a tromboangiite obliterante, outras arterites, doença cística da adventícia, síndrome de aprisionamento da poplítea e as sequelas de traumatismos.
  4. D) A classificação empregada para o estadiamento da doença em questão é a clássica de Fontaine. Estágio I: assintomático, II: claudicação intermitente, III: dor isquêmica em repouso, IV: lesões tróficas.

Pérola Clínica

EcoDoppler colorido é exame ESSENCIAL na DAOP, não contraindicado, avalia fluxo e obstrução arterial.

Resumo-Chave

O EcoDoppler colorido é um exame fundamental e não invasivo para o diagnóstico e acompanhamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), permitindo avaliar a morfologia dos vasos, o grau de estenose, a velocidade do fluxo sanguíneo e a presença de placas ateroscleróticas. A afirmação de que é contraindicado ou restrito é incorreta.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) dos membros inferiores é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, caracterizada pela estenose ou oclusão das artérias que irrigam as pernas e pés. Sua importância clínica reside no risco de claudicação intermitente, dor em repouso, úlceras tróficas e, em casos graves, amputação, além de ser um marcador de risco cardiovascular aumentado. A obstrução da artéria femoral superficial é de fato comum. O diagnóstico da DAOP baseia-se na história clínica (claudicação intermitente), exame físico (pulsos diminuídos ou ausentes, alterações tróficas) e exames complementares. O EcoDoppler colorido é um exame de primeira linha, não invasivo, que permite visualizar a árvore arterial, identificar estenoses, oclusões e avaliar o fluxo sanguíneo, sendo essencial para a análise qualitativa e quantitativa do processo obstrutivo. O índice tornozelo-braquial (ITB) também é um método de triagem importante. O tratamento varia conforme o estágio da doença, classificado pela escala de Fontaine. Inclui modificação de fatores de risco (cessação do tabagismo, controle de diabetes e hipertensão), terapia medicamentosa (antiagregantes plaquetários, cilostazol) e, em casos mais avançados, intervenções endovasculares (angioplastia com stent) ou cirurgia de revascularização. É crucial lembrar que, embora a aterotrombose seja a causa predominante, outras patologias vasculares devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do EcoDoppler colorido na avaliação da DAOP?

O EcoDoppler colorido é crucial por ser um método não invasivo que permite avaliar a anatomia vascular, identificar estenoses e oclusões, quantificar o grau de obstrução e analisar o padrão do fluxo sanguíneo, sendo fundamental para o diagnóstico e planejamento terapêutico.

Como a classificação de Fontaine é utilizada na DAOP?

A classificação de Fontaine estadiamento a DAOP com base nos sintomas: Estágio I (assintomático), Estágio II (claudicação intermitente), Estágio III (dor isquêmica em repouso) e Estágio IV (lesões tróficas ou úlceras), guiando a gravidade e a conduta.

Quais são as principais causas de DAOP além da aterotrombose?

Embora a aterotrombose seja a causa mais comum, outras etiologias incluem tromboangiite obliterante (doença de Buerger), outras arterites (ex: Takayasu), doença cística da adventícia, síndrome de aprisionamento da poplítea e sequelas de traumatismos vasculares.

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