Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2020
Homem, 67 anos de idade, em seguimento na Unidade Básica de Saúde próxima à sua residência com os diagnósticos de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia. Refere também ser tabagista desde os 20 anos de idade, cerca de 1 maço por dia. Procura atendimento com queixa de dor nas panturrilhas há cerca de 6 meses, que se inicia após caminhar por volta de 3 quarteirões (300 metros). Refere inclusive que necessita interromper a atividade, ocorrendo melhora da dor. Em relação ao tratamento proposto, assinale a alternativa correta:
Claudicação intermitente → tratamento inicial clínico: controle FR, cessação tabagismo, caminhadas supervisionadas.
A claudicação intermitente é o sintoma clássico da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP). O tratamento inicial é conservador, focando na modificação dos fatores de risco cardiovasculares e em um programa de exercícios físicos supervisionados para melhorar a distância de caminhada.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando as artérias dos membros inferiores. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de fatores de risco cardiovasculares como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia. A claudicação intermitente, caracterizada por dor muscular induzida por exercício e aliviada pelo repouso, é o sintoma mais comum e um marcador de risco cardiovascular aumentado. A fisiopatologia envolve o estreitamento ou oclusão das artérias, levando à isquemia muscular durante o esforço. O diagnóstico é clínico, complementado pelo índice tornozelo-braquial (ITB) e exames de imagem. A suspeita deve surgir em pacientes com dor em membros inferiores ao caminhar, especialmente se houver fatores de risco. O tratamento inicial da DAOP com claudicação intermitente é predominantemente clínico, visando o controle rigoroso dos fatores de risco (cessação do tabagismo é crucial), uso de antiagregantes plaquetários, estatinas e um programa de exercícios supervisionados. A revascularização (cirúrgica ou endovascular) é reservada para casos de isquemia crítica, dor em repouso ou claudicação incapacitante refratária ao tratamento clínico.
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e idade avançada. O tabagismo é o mais importante e modificável.
O exercício físico supervisionado, especialmente a caminhada, melhora a distância percorrida sem dor, a qualidade de vida e a função física em pacientes com claudicação intermitente, sendo uma pedra angular do tratamento clínico.
A intervenção é geralmente indicada para isquemia crítica de membros, dor em repouso, lesões tróficas ou claudicação grave e refratária ao tratamento clínico que limita significativamente a qualidade de vida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo