Insuficiência Arterial Periférica: Diagnóstico e Sinais

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 65 anos, hipertenso e tabagista. Há algumas semanas apresenta dor em membros inferiores ao caminhar curtas distâncias. Refere que o alívio da dor ocorre com o repouso. Durante o exame físico, o pulso dos membros inferiores está diminuído e apresenta palidez cutânea. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Trombose venosa profunda (TVP).
  2. B) Insuficiência arterial periférica.
  3. C) Varizes.
  4. D) Erisipela.

Pérola Clínica

Claudicação intermitente + pulsos ↓ + palidez = Insuficiência Arterial Periférica.

Resumo-Chave

A claudicação intermitente (dor ao caminhar que alivia com repouso) em paciente com fatores de risco cardiovasculares (idade, tabagismo, hipertensão) e sinais de hipoperfusão (pulsos diminuídos, palidez) é altamente sugestiva de insuficiência arterial periférica.

Contexto Educacional

A insuficiência arterial periférica (IAP), também conhecida como doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, especialmente idosos e indivíduos com fatores de risco cardiovasculares. Caracteriza-se pela estenose ou oclusão das artérias que irrigam os membros, mais frequentemente os inferiores, resultando em isquemia tecidual. A prevalência aumenta significativamente com a idade e é fortemente associada a condições como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia. A fisiopatologia envolve a aterosclerose, que leva à formação de placas nas paredes arteriais, reduzindo o fluxo sanguíneo. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de claudicação intermitente – dor, cãibra ou fadiga muscular que surge com o esforço e melhora com o repouso – e no exame físico, que pode revelar pulsos diminuídos ou ausentes, sopros arteriais, palidez cutânea, pele fria, perda de pelos e, em casos avançados, úlceras isquêmicas ou gangrena. O índice tornozelo-braquial (ITB) é uma ferramenta diagnóstica não invasiva importante. O tratamento da IAP visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores. Inclui modificação dos fatores de risco (cessação do tabagismo, controle de diabetes, hipertensão e dislipidemia), terapia antiplaquetária (aspirina ou clopidogrel), exercícios supervisionados e, em casos selecionados, revascularização (endovascular ou cirúrgica). O prognóstico depende do estágio da doença e do controle dos fatores de risco, sendo crucial a abordagem multidisciplinar para prevenir complicações graves como amputações e eventos cardiovasculares.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da insuficiência arterial periférica?

O sintoma mais característico é a claudicação intermitente, que é a dor, cãibra ou fadiga muscular nos membros inferiores que ocorre durante o exercício e alivia com o repouso. Outros sintomas incluem dor em repouso (em casos avançados), parestesias e úlceras isquêmicas.

Quais são os fatores de risco para a doença arterial periférica?

Os principais fatores de risco são tabagismo (o mais importante), diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, idade avançada e histórico familiar de doença cardiovascular.

Como diferenciar a claudicação intermitente de outras causas de dor nas pernas?

A claudicação intermitente é classicamente aliviada pelo repouso e piora com o exercício, enquanto dores de origem venosa (como TVP) ou neurológica (como estenose espinhal) podem ter padrões diferentes de alívio e exacerbação, além de outros achados no exame físico.

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