DAOP: Diagnóstico e Manejo da Claudicação Intermitente

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Homem, 68 anos de idade, tabagista de longa data e com hipertensão arterial sistêmica, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor nas panturrilhas ao caminhar cerca de 200 metros, que melhora com repouso após alguns minutos. Ele relata que a dor está piorando, progressivamente, nos últimos meses. Não tem história prévia de diabetes ou eventos cardiovasculares graves. Ao exame físico, os pulsos femorais são palpáveis, mas os pulsos poplíteos e tibiais posteriores estão ausentes bilateralmente. Há perda moderada de pelos nas pernas e pele fina com aspecto atrófico. Realizada investigação inicial, com índice tornozelo-braquial de 0,55 à direita e 0,58 à esquerda.\n\nIndique o próximo exame complementar mais adequado para definir o manejo desse paciente:

Alternativas

  1. A) Ecodoppler venoso dos membros inferiores.
  2. B) Angiotomografia das artérias dos membros inferiores.
  3. C) Teste ergométrico para avaliação de cardiopatia subjacente.
  4. D) Estudo eletrofisiológico para avaliar a condução nervosa periférica.

Pérola Clínica

ITB < 0,9 confirma DAOP; planejamento cirúrgico exige Angio-TC, Angio-RM ou Arteriografia.

Resumo-Chave

O paciente apresenta DAOP sintomática com ITB reduzido e ausência de pulsos distais. Para definir a estratégia de revascularização (cirúrgica ou endovascular), é necessário um exame de imagem anatômico.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação da aterosclerose sistêmica. O diagnóstico clínico baseia-se na história de claudicação intermitente e exame físico com redução de pulsos e alterações tróficas. O ITB é a ferramenta inicial de triagem. O tratamento envolve controle de fatores de risco (cessação do tabagismo, estatinas, antiagregação) e exercício supervisionado. A intervenção é reservada para casos refratários ou isquemia crítica, onde exames de imagem como Angio-TC são fundamentais para o sucesso do procedimento.

Perguntas Frequentes

Quando solicitar Angio-TC na DAOP?

A angiotomografia de membros inferiores está indicada quando o diagnóstico de DAOP já foi estabelecido clinicamente ou pelo ITB e o paciente apresenta sintomas limitantes (claudicação grave) ou isquemia crítica, necessitando de mapeamento anatômico para planejar uma intervenção de revascularização, seja ela endovascular ou cirurgia aberta.

Qual o significado de um ITB entre 0,5 e 0,9?

Um Índice Tornozelo-Braço (ITB) entre 0,5 e 0,9 é indicativo de DAOP leve a moderada, geralmente associada a sintomas de claudicação intermitente. Valores abaixo de 0,5 sugerem isquemia crítica, com alto risco de perda de membro e dor em repouso.

Por que não usar o Doppler venoso neste caso?

O Doppler venoso avalia o sistema venoso (pesquisa de TVP ou insuficiência venosa), enquanto a patologia do paciente é arterial (claudicação, pulsos ausentes, atrofia de pele). O exame correto para avaliação inicial seria o Doppler arterial, mas para definição de manejo/cirurgia, a Angio-TC é superior.

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