SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Homem, 68 anos de idade, tabagista de longa data e com hipertensão arterial sistêmica, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor nas panturrilhas ao caminhar cerca de 200 metros, que melhora com repouso após alguns minutos. Ele relata que a dor está piorando, progressivamente, nos últimos meses. Não tem história prévia de diabetes ou eventos cardiovasculares graves. Ao exame físico, os pulsos femorais são palpáveis, mas os pulsos poplíteos e tibiais posteriores estão ausentes bilateralmente. Há perda moderada de pelos nas pernas e pele fina com aspecto atrófico. Realizada investigação inicial, com índice tornozelo-braquial de 0,55 à direita e 0,58 à esquerda.\n\nIndique o próximo exame complementar mais adequado para definir o manejo desse paciente:
ITB < 0,9 confirma DAOP; planejamento cirúrgico exige Angio-TC, Angio-RM ou Arteriografia.
O paciente apresenta DAOP sintomática com ITB reduzido e ausência de pulsos distais. Para definir a estratégia de revascularização (cirúrgica ou endovascular), é necessário um exame de imagem anatômico.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação da aterosclerose sistêmica. O diagnóstico clínico baseia-se na história de claudicação intermitente e exame físico com redução de pulsos e alterações tróficas. O ITB é a ferramenta inicial de triagem. O tratamento envolve controle de fatores de risco (cessação do tabagismo, estatinas, antiagregação) e exercício supervisionado. A intervenção é reservada para casos refratários ou isquemia crítica, onde exames de imagem como Angio-TC são fundamentais para o sucesso do procedimento.
A angiotomografia de membros inferiores está indicada quando o diagnóstico de DAOP já foi estabelecido clinicamente ou pelo ITB e o paciente apresenta sintomas limitantes (claudicação grave) ou isquemia crítica, necessitando de mapeamento anatômico para planejar uma intervenção de revascularização, seja ela endovascular ou cirurgia aberta.
Um Índice Tornozelo-Braço (ITB) entre 0,5 e 0,9 é indicativo de DAOP leve a moderada, geralmente associada a sintomas de claudicação intermitente. Valores abaixo de 0,5 sugerem isquemia crítica, com alto risco de perda de membro e dor em repouso.
O Doppler venoso avalia o sistema venoso (pesquisa de TVP ou insuficiência venosa), enquanto a patologia do paciente é arterial (claudicação, pulsos ausentes, atrofia de pele). O exame correto para avaliação inicial seria o Doppler arterial, mas para definição de manejo/cirurgia, a Angio-TC é superior.
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