Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Fazem parte do quadro clínico da doença arterial obstrutiva periférica, EXCETO:
DAOP: úlceras dolorosas, pulsos ↓, claudicação, dor em repouso, palidez à elevação.
As úlceras na Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) são tipicamente dolorosas, localizadas em áreas de trauma ou pressão, e resultam da isquemia tecidual. Úlceras indolores são mais características de etiologia venosa ou neuropática (ex: pé diabético).
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, caracterizada pelo estreitamento ou oclusão das artérias que irrigam os membros, mais frequentemente os inferiores. Os fatores de risco incluem tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia e idade avançada. A DAOP é um marcador de risco cardiovascular elevado e sua identificação é crucial para a prevenção de eventos isquêmicos maiores. O quadro clínico da DAOP varia desde assintomático até isquemia crítica de membro. O sintoma mais característico é a claudicação intermitente, dor muscular que surge com o exercício e melhora com o repouso. Em estágios mais avançados, pode ocorrer dor em repouso, que piora à noite e melhora com a dependência do membro. O exame físico revela pulsos diminuídos ou ausentes, sopros arteriais, alterações tróficas da pele (atrofia, perda de pelos), palidez à elevação e rubor à dependência. As úlceras isquêmicas, que são uma complicação da DAOP, são tipicamente dolorosas, localizadas em áreas de pressão ou trauma (dedos, calcanhar, maléolos), com bordas bem definidas e fundo pálido ou necrótico. A presença de úlceras indolores sugere outras etiologias, como úlceras venosas ou neuropáticas (pé diabético). O tratamento envolve controle dos fatores de risco, exercícios, medicamentos (antiagregantes, cilostazol) e, em casos selecionados, revascularização (endovascular ou cirúrgica).
Os sintomas clássicos incluem claudicação intermitente (dor muscular ao exercício que alivia com o repouso), dor em repouso (especialmente noturna), e, em casos avançados, úlceras e gangrena.
O exame físico revela redução ou ausência de pulsos periféricos, sopros arteriais, palidez do pé à elevação e rubor com a dependência, atrofia da pele, perda de pelos e unhas quebradiças, indicando isquemia.
Úlceras arteriais são geralmente dolorosas, com bordas bem definidas, fundo pálido e localizadas em áreas distais. Úlceras venosas são tipicamente indolores ou pouco dolorosas, com bordas irregulares, fundo granuloso e localizadas na região maleolar medial.
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