HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre o tratamento da DAOP em pacientes diabéticos, qual destas drogas NÃO faz parte do arsenal terapêutico?
DAOP em diabéticos: tratamento inclui AAS/Clopidogrel, Cilostazol e estatinas; anticoagulantes como Enoxaparina NÃO são rotina.
O tratamento da DAOP foca na melhora da claudicação e prevenção de eventos cardiovasculares. Antiagregantes plaquetários (AAS, clopidogrel), estatinas e cilostazol são pilares. Anticoagulantes como a enoxaparina não são indicados rotineiramente, exceto em situações específicas de trombose aguda ou fibrilação atrial.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose, com alta prevalência em pacientes diabéticos, que possuem maior risco de progressão da doença e eventos cardiovasculares. O manejo da DAOP é fundamental para melhorar a qualidade de vida, reduzir sintomas como claudicação intermitente e, principalmente, prevenir eventos isquêmicos maiores, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. O tratamento farmacológico da DAOP em diabéticos visa múltiplos alvos. Antiagregantes plaquetários, como o ácido acetilsalicílico (AAS) ou o clopidogrel, são essenciais para reduzir o risco de eventos trombóticos. O cilostazol é uma droga que melhora a claudicação intermitente ao promover vasodilatação e inibição plaquetária. Estatinas, como a atorvastatina, são indicadas para o controle da dislipidemia e estabilização da placa aterosclerótica, independentemente dos níveis de colesterol, devido ao seu efeito pleiotrópico. É crucial diferenciar o papel dos antiagregantes dos anticoagulantes. Anticoagulantes como a enoxaparina (heparina de baixo peso molecular) não fazem parte do arsenal terapêutico rotineiro da DAOP crônica. Seu uso é restrito a situações agudas, como trombose arterial aguda, ou em pacientes com outras indicações específicas de anticoagulação, como fibrilação atrial. Compreender essas distinções é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
Os pilares incluem antiagregantes plaquetários (AAS ou clopidogrel), estatinas para controle lipídico e cilostazol para melhora da claudicação intermitente.
A enoxaparina é um anticoagulante e não é indicada para o manejo crônico da DAOP, que se beneficia de antiagregantes. Seu uso é reservado para eventos trombóticos agudos ou outras condições específicas.
As estatinas são cruciais para reduzir o risco cardiovascular global em pacientes com DAOP, especialmente diabéticos, estabilizando placas ateroscleróticas e prevenindo eventos isquêmicos.
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