Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Assinale a alternativa CORRETA sobre o tratamento da doença arterial obstrutiva periférica:
DAOP → Cessação do tabagismo é pilar fundamental do tratamento clínico e prevenção de progressão da doença.
A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante no tratamento da DAOP, pois o fumo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da doença, acelerando a aterosclerose e piorando a perfusão tecidual. O exercício programado e o cilostazol são componentes importantes do tratamento clínico.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando principalmente os membros inferiores. Sua prevalência aumenta com a idade e é significativamente maior em pacientes com fatores de risco como tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial e dislipidemia. A compreensão do seu tratamento é crucial para a prática clínica e para questões de residência médica, dada a alta morbidade e mortalidade associadas à doença. A fisiopatologia da DAOP envolve o estreitamento progressivo das artérias devido à formação de placas ateroscleróticas, resultando em isquemia tecidual. O diagnóstico é frequentemente clínico, com base na claudicação intermitente, e confirmado por exames como o índice tornozelo-braquial (ITB). É fundamental suspeitar de DAOP em pacientes com dor em membros inferiores ao caminhar que melhora com o repouso, ou em casos de dor em repouso e lesões tróficas. O tratamento da DAOP é multifacetado, abrangendo modificação de estilo de vida, terapia farmacológica e, em alguns casos, intervenção endovascular ou cirúrgica. A cessação do tabagismo é a intervenção mais eficaz para retardar a progressão da doença. O exercício programado, como caminhada supervisionada, melhora a distância de claudicação. Fármacos como o cilostazol são utilizados para aliviar os sintomas da claudicação, enquanto antiagregantes plaquetários (aspirina, clopidogrel) são essenciais para reduzir eventos cardiovasculares.
Os pilares incluem cessação do tabagismo, controle de fatores de risco (diabetes, hipertensão, dislipidemia), exercício programado e terapia farmacológica com antiagregantes plaquetários e, em casos de claudicação, cilostazol.
A cessação do tabagismo é a intervenção mais crítica, pois o fumo é um potente fator de risco para o desenvolvimento e progressão da aterosclerose, melhorando significativamente o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.
O cilostazol é indicado especificamente para pacientes com claudicação intermitente que não respondem adequadamente ao exercício programado, visando melhorar a distância de caminhada sem dor. É contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca.
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