HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Sobre tratamento da DAOP em pacientes diabéticos, qual destas drogas NÃO faz parte do arsenal terapêutico?
DAOP em diabéticos: AAS, clopidogrel, estatinas e cilostazol são pilares; enoxaparina NÃO é tratamento de rotina.
No tratamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) em pacientes diabéticos, o arsenal terapêutico inclui antiagregantes plaquetários (AAS, clopidogrel), estatinas para controle lipídico e cilostazol para alívio da claudicação. A enoxaparina, um anticoagulante, não faz parte do tratamento de rotina da DAOP crônica, sendo reservada para condições agudas específicas.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, especialmente prevalente em pacientes diabéticos, que apresentam maior risco de progressão da doença e complicações. O manejo da DAOP em diabéticos é multifacetado, visando o controle dos fatores de risco, a melhora dos sintomas e a prevenção de eventos cardiovasculares maiores, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. O arsenal terapêutico para DAOP em pacientes diabéticos inclui antiagregantes plaquetários, como o ácido acetilsalicílico (AAS) e o clopidogrel, que são fundamentais para reduzir o risco de eventos trombóticos. As estatinas, como a atorvastatina, são essenciais para o controle da dislipidemia e a estabilização das placas ateroscleróticas. Para o alívio da claudicação intermitente, o cilostazol é a droga de escolha, melhorando a distância de caminhada sem dor. É crucial diferenciar o papel dos antiagregantes plaquetários dos anticoagulantes. A enoxaparina, uma heparina de baixo peso molecular, é um anticoagulante e não faz parte do tratamento de rotina da DAOP crônica e estável. Seu uso é reservado para situações agudas, como isquemia crítica de membros ou outras condições tromboembólicas. Residentes devem dominar as indicações e contraindicações de cada classe de medicamento para otimizar o tratamento e evitar erros terapêuticos.
As classes essenciais incluem antiagregantes plaquetários (como ácido acetilsalicílico e clopidogrel) para prevenir eventos trombóticos, estatinas (como atorvastatina) para controle lipídico e estabilização de placas, e vasodilatadores como o cilostazol para melhorar a claudicação intermitente.
O cilostazol é um inibidor da fosfodiesterase 3 com propriedades antiplaquetárias e vasodilatadoras. É indicado para o alívio dos sintomas de claudicação intermitente em pacientes com DAOP, melhorando a distância de caminhada sem dor.
A enoxaparina é um anticoagulante de baixo peso molecular, utilizado principalmente para prevenção e tratamento de eventos tromboembólicos agudos (ex: trombose venosa profunda, embolia pulmonar, síndromes coronarianas agudas). Na DAOP crônica e estável, o tratamento foca em antiagregação plaquetária e controle de fatores de risco, não em anticoagulação sistêmica de rotina.
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